Os Tripes do Brasil
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Merothrips brunneus

Merothrips brunneus Ward, 1969: 362.

Referência original: Ward A (1969). Two new Merothrips (Thysanoptera-Merothripidae) from New Zealand. Records of the Canterbury Museum 8: 359–366.

 

Família

Merothripidae

 

Informações sobre nomenclatura

http://thrips.info/wiki/Merothrips_brunneus

 

Diagnose

Corpo marrom a marrom-escuro; incluindo pernas e antenas, exceto pelo segmento II que é distintamente mais claro. Cabeça com um par de cerdas ocelares longas, além de um par de cerdas pós-oculares bem desenvolvidas. Antena com 8 segmentos; segmentos III & IV com um sensórios transversais no ápice. Pronoto mais largo posteriormente, com apenas um par de cerdas posteroangulares longas. Espínula meso & metatorácica presente. Mesonoto com um par de cerdas longas localizadas lateralmente; metanoto com fraca esculturação central; sensila campaniforme presente; par de cerdas medianas localizado próximo da margem posterior. Tarso com dois segmentos. Asa anterior com duas fileiras completas de cerdas. Tergitos abdominais sem microtríquias e X com um par de pequenas tricobótrias. Esternitos III–VII com dois a quatro pares de cerdas discais; ovipositor pouco desenvolvido. Ambos os sexos ápteros.

 

Macho com uma grande placa porosa no dorso da cabeça.

 

Variação intraspecífica

Sem registro.

 

Informações do gênero e espécies similares

Merothrips inclui 13 espécies atuais, a maioria delas descrita dos Neotrópicos. Todas possuem antena com oito segmentos e área sensorial transversal nos segmentos III & IV, que pode ser levemente inflada. Muitas espécies são conhecidas apenas das formas ápteras. M. brunneus é muito similar à M. floridensis, uma espécie amplamente distribuída, mas difere na cor do corpo e na ausência de tricobótrias bem desenvolvidas no tergito abdominal X. Uma chave para as espécies de Merothrips é fornecida por Mound & O’Neill (1974).

 

Distribuição no mundo

Registrada para a Austrália, Brasil, Costa Rica e Nova Zelândia.

 

Distribuição no Brasil*

Desconhecida. Referida por Monteiro (2002), esse registro necessita confirmação.

*Dados da literatura e dos autores.

 

História de vida

Vive no folhiço e em galhos mortos, e possivelmente se alimenta em hifas de fungos.

 

Importância econômica

Sem registros.

 

Referências sugeridas

Mound LA & O'Neill K (1974) Taxonomy of the Merothripidae, with ecological and phylogenetic considerations (Thysanoptera). Journal of Natural History 8: 481–509.

Mound LA & Marullo R (1996) The Thrips of Central and South America: An Introduction. Memoirs on Entomology, International 6: 1–488.


Publicado em: 23/12/2016
Postado por: Adriano

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