Os Tripes do Brasil
Identificação, Informações, Novidades

Merothrips mirus

Merothrips mirus Crawford JC, 1942: 152.

Referência original: Crawford JC (1942) Two new South American species of Merothrips Hood (Thysanoptera: Merothripidae). Proceedings of the Entomological Society of Washington 44: 150–154.

 

Família

Merothripidae

 

Informações sobre nomenclatura

http://thrips.info/wiki/Merothrips_mirus

 

Diagnose

Corpo uniformemente marrom; incluindo pernas e antenas; cabeça levemente mais escura; asa anterior escurecida. Cabeça com um par de cerdas ocelares longas, além de um par de cerdas pós-oculares bem desenvolvidas. Antena longa e com 8 segmentos; segmentos III & IV com um sensorium transversal no ápice. Pronoto mais largo posteriormente, com dois pares de cerdas posteroangulares longas. Espínula meso & metatorácica presente. Mesonoto com um par de cerdas longas localizadas lateralmente; metanoto com fraca esculturação central; sensila campaniforme presente; par de cerdas medianas localizado próximo da margem posterior. Tarso com dois segmentos. Asa anterior com duas fileiras completas de cerdas. Tergitos abdominais sem microtríquias e X com um par de tricobótrias bem desenvolvidas. Esternitos III–VII com dois a quatro pares de cerdas discais; ovipositor pouco desenvolvido. Fêmea macróptera.

 

Macho com uma grande área glandular no dorso da cabeça.

 

Variação intraspecífica

Espécimes ápteros depositados no USNM foram considerados como pertencentes à esta espécie por D.J. Hood. No entanto, esta forma apresenta apenas um par de cerdas posteroangular no pronoto, cerda lateral do mesonoto diminuta, e o par de tricobótrias no tergito X está ausente (Mound & O’Neill, 1974). Além disso, a área sensorial dos segmentos antenais III & IV é minúscula.

 

Informações do gênero e espécies similares

Merothrips inclui 13 espécies atuais, a maioria delas descrita dos Neotrópicos. Todas possuem antena com oito segmentos e área sensorial transversal nos segmentos III & IV, que pode ser levemente inflada. Muitas espécies são conhecidas apenas das formas ápteras. Merothrips mirus é única em possuir dois pares de cerdas longas nos ângulos posteriores do pronoto. A identidade das inúmeras fêmeas ápteras identificadas por D.J. Hood permanece duvidosa. Uma chave para as espécies de Merothrips é fornecida por Mound & O’Neill (1974).

 

Distribuição no mundo

Registrada apenas para o Brasil.

 

Distribuição no Brasil*

Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

*Dados da literatura e dos autores

 

História de vida

Vive no folhiço e em galhos mortos, e possivelmente se alimenta em hifas de fungos.

 

Importância econômica

Sem registros.

 

Referências sugeridas

Mound LA & O'Neill K (1974) Taxonomy of the Merothripidae, with ecological and phylogenetic considerations (Thysanoptera). Journal of Natural History, 8: 481–509.

Mound LA & Marullo R. (1996). The Thrips of Central and South America: An Introduction. Memoirs on Entomology, International, 6: 1–488.


Publicado em: 23/12/2016
Postado por: Adriano

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