Os Tripes do Brasil
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Merothrips williamsi

Merothrips williamsi Priesner, 1921: 191.

Referência original: Priesner H (1921) Neue und wenig bekannte Thysanopteren der neotropischen Fauna aus der Sammlung des Berliner Zoologischen Museums. Deutsche entomologische Zeitung 1921: 187–223.

 

Família

Merothripidae

 

Informações sobre nomenclatura

http://thrips.info/wiki/Merothrips_williamsi

 

Diagnose

Corpo uniformemente marrom; incluindo pernas e antenas; cabeça levemente mais escura; asa anterior escurecida. Cabeça com esculturação dorsal, um par de cerdas ocelares longas, além de um par de cerdas pós-oculares bem desenvolvidas. Antena com 8 segmentos; segmentos III & IV com sensórios transversais no ápice. Pronoto mais largo posteriormente, com poucas linhas de esculturação na região posterior e apenas um par de cerdas posteroangulares longas. Espínula meso & metatorácica presente. Mesonoto com um par de cerdas longas localizadas lateralmente; metanoto com fraca esculturação central; sensila campaniforme presente; par de cerdas medianas localizado próximo da margem posterior. Tarso com dois segmentos. Asa anterior com duas fileiras completas de cerdas. Tergitos abdominais sem microtríquias e X com um par de tricobótrias bem desenvolvidas. Esternitos III–VII com cerdas discais moderadamente longas; ovipositor pouco desenvolvido. Fêmea sempre macróptera, macho sem asas.

 

Macho menor mais claro, com uma grande área glandular no dorso da cabeça; tíbia anterior com um dente conspícuo, fêmur anterior robusto e com um tubérculo basal.

 

Variação intraspecífica

Sem registro.

 

Informações do gênero e espécies similares

Merothrips inclui 13 espécies atuais, a maioria delas descrita dos Neotrópicos. Todas possuem antena com oito segmentos e área sensorial transversal nos segmentos III & IV, que pode ser levemente inflada. Muitas espécies são conhecidas apenas das formas ápteras. Merothrips williamsi é característica por apresentar cabeça inteiramente esculturada e pela segunda fileira de cerdas na asa anterior, que geralmente possui mais de 20 cerdas. Uma chave para as espécies de Merothrips é fornecida por Mound & O’Neill (1974).

 

Distribuição no mundo

Descrita do Paraguai, é registrada também para a África do Sul, Brasil, Caribe e EUA.

 

Distribuição no Brasil*

Mato Grosso do Sul, Pará e Paraná.

*Dados da literatura e dos autores.

 

História de vida

Vive em galhos mortos, e possivelmente se alimenta em hifas de fungos.

 

Importância econômica

Sem registros.

 

Referências sugeridas

Mound LA & O'Neill K (1974) Taxonomy of the Merothripidae, with ecological and phylogenetic considerations (Thysanoptera). Journal of Natural History 8: 481–509.

Mound LA & Marullo R (1996) The Thrips of Central and South America: An Introduction. Memoirs on Entomology, International 6: 1–488.


Publicado em: 23/12/2016
Postado por: Adriano

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