Os Tripes do Brasil
Identificação, Informações, Novidades

Frankliniella gardeniae

Frankliniella gardeniae Moulton, 1948: 107.

Referência original: Moulton D (1948) The genus Frankliniella Karny, with keys for the determination of species (Thysanoptera). Revista de Entomologia 19: 55–114.

 

Família

Thripidae, Thripinae

 

Informações sobre nomenclatura

http://thrips.info/wiki/Frankliniella_gardeniae

 

Diagnose

Corpo amarelo, incluindo as pernas; segmentos antenais I–III & V amarelos, IV castanho na metade apical, VI–VIII castanhos; asas anteriores claras. Cabeça com três pares de cerdas ocelares, par III longo e localizado próximo à margem anterior do triângulo ocelar. Antenas com 8 segmentos, III & IV com cones sensoriais bifurcados; pedicelo do antenômero III com as margens formando um disco de bordas afiladas, porem mais curto que a base do segmento antenal II. Pronoto sem esculturação e com dois pares de cerdas posteroangulares longas; cerdas anteroangulares e anteromarginais longas, mas medindo menos que metade do comprimento do pronoto. Espínula mesotorácica longa, espínula metatorácica ausente. Metanoto com linhas transversais de esculturação na região anterior e reticulações na porção posteromedial; sensilas campaniformes presentes; dois pares de cerdas localizadas na margem anterior. Asas anteriores com duas fileiras completas de cerdas, próximas entre si. Tergitos abdominais V–VIII com ctenídias nas laterais, ctenídia no VIII localizado anterolateralmente ao espiráculo; tergito VIII com um pente completo de microtríquias na margem posterior. Esternitos sem cerdas discais e com três pares de cerdas longas na margem posterior. Ambos os sexos macrópteros.

 

Machos com placas porosas transversais nos esternitos abdominais III–VII.

 

Variação intraespecífica

Sem registro.

 

Informações do gênero e espécies similares

Frankliniella é um dos maiores gêneros da ordem Thysanoptera, compreendendo mais de 160 espécies descritas. Cerca de 90% das espécies são neotropicais, e sua taxonomia é normalmente complexa. Quase todas as espécies possuem antenas com 8 segmentos, três pares de cerdas ocelares e asas anteriores com duas fileiras completas de cerdas. Aproximadamente 40 espécies são registradas para o Brasil, sendo que quase metade foi originalmente descrita no país. Frankliniella gardeniae é uma espécie de coloração amarela que possui um disco curto na base do pedicelo do segmento antenal III. O segmento antenal II também é notadamente longo, cerca de duas vezes mais longo que largo. Uma chave para as espécies de Frankliniella do Brasil está disponível em Cavalleri & Mound (2012).

 

Distribuição no mundo

Encontrada por toda a região das Américas, principalmente Central e do Sul.

 

Distribuição no Brasil*

Amplamente distribuída; registrada para a Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo.

*Dados da literatura e dos autores.

 

História de vida

Vive em flores de diversas plantas não relacionadas, como cítricas, videiras e ornamentais. No sul do Brasil foi observada como polinizador primário de Ocotea porosa (Lauraceae), uma árvore ameaçada de extinção (Danieli-Silva & Varassin 2013).

 

Importância econômica

Foi registrada danificando botões de flores de citros em São Paulo (Monteiro 1999). 

 

Referências sugeridas

Cavalleri A & Mound LA (2012) Toward the identification of Frankliniella species in Brazil (Thysanoptera, Thripidae). Zootaxa 3270: 1–30.

Mound LA & Marullo R (1996) The Thrips of Central and South America: An Introduction. Memoirs on Entomology, International 6: 1–488.


Publicado em: 28/12/2016
Postado por: Adriano

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