Os Tripes do Brasil
Identificação, Informações, Novidades

Frankliniella minuta

Frankliniella minuta (Moulton, 1907: 56).

Referência original: Moulton D (1907) A contribution to our knowledge of the Thysanoptera of California. Technical series, USDA Bureau of Entomology 12/3: 39–68.

 

Família

Thripidae, Thripinae

 

Informações sobre nomenclatura

http://thrips.info/wiki/Frankliniella_minuta

 

Diagnose

Corpo castanho; tíbias anteriores e tarsos castanho-claros, tíbias medianas e posteriores uniformemente castanhas; segmentos antenais castanhos, antenômero III às vezes mais claro; asas anteriores uniformemente castanhas. Cabeça com três pares de cerdas ocelares, par III curto e situado próximo às margens anteriores do triângulo ocelar; par de cerdas pós-oculares I ausente. Antenas com 8 segmentos, III & IV com cones sensoriais bifurcados; pedicelo do antenômero III simples. Pronoto sem esculturação e com dois pares de cerdas posteroangulares moderadamente curtas; cerdas anteroangulares e anteromarginais curtas. Espínula mesotorácica longa, espínula metatorácica ausente. Metanoto com linhas transversais de reticulação na região anterior e com fraca esculturação na porção posteromedial; sensilas campaniformes ausentes; dois pares de cerdas situadas na margem anterior. Tarsos com dois segmentos. Asas anteriores com duas fileiras completas de cerdas, próximas entre si. Tergitos abdominais V–VIII com ctenídias nas laterais, ctenídia no VIII situado anterolateralmente ao espiráculo; tergito VIII com um pente de microtríquias longas na margem posterior. Esternitos sem cerdas discais e com três pares de cerdas longas na margem posterior. Ambos os sexos macrópteros.

 

Machos com placas porosas transversais nos esternitos abdominais III–VII.

 

Variação intraespecífica

Sem registro.

 

Informações do gênero e espécies similares

Frankliniella é um dos maiores gêneros da ordem Thysanoptera, compreendendo mais de 160 espécies descritas. Cerca de 90% das espécies são neotropicais, e sua taxonomia é normalmente complexa. Quase todas as espécies possuem antenas com 8 segmentos, três pares de cerdas ocelares e asas anteriores com duas fileiras completas de cerdas. Aproximadamente 40 espécies são registradas para o Brasil, sendo que quase metade foi originalmente descrita no país. Frankliniella minuta pode ser distinguida de outras espécies de Frankliniella pela cerda ocelar III curta e a falta de sensilas campaniformes no metanoto. Uma chave para as espécies de Frankliniella do Brasil está disponível em Cavalleri & Mound (2012).

 

Distribuição no mundo

Amplamente distribuída na América Central e também registrada no Brasil, Colômbia, Peru e Estados Unidos.

 

Distribuição no Brasil*

Rio Grande do Sul – mas sua presença no Brasil ainda necessita confirmação.

*Dados da literatura e dos autores.

 

História de vida

Vive em flores, especialmente Asteraceae.

 

Importância econômica

Sem registro.

 

Referências sugeridas

Cavalleri A & Mound LA (2012) Toward the identification of Frankliniella species in Brazil (Thysanoptera, Thripidae). Zootaxa 3270: 1–30.

Mound LA & Marullo R (1996) The Thrips of Central and South America: An Introduction. Memoirs on Entomology, International 6: 1–488.


Publicado em: 28/12/2016
Postado por: Adriano

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