Os Tripes do Brasil
Identificação, Informações, Novidades

Frankliniella occidentalis

Frankliniella occidentalis (Pergande, 1895: 392).

Referência original: Pergande T (1895) Observations on certain Thripidae. Insect Life 7: 390–395.

 

Família

Thripidae, Thripinae

 

Informações sobre nomenclatura

http://thrips.info/wiki/Frankliniella_occidentalis

 

Diagnose

Corpo com coloração variável, mas nunca completamente amarelo; formas bicoloridas com corpo extensivamente amarelo e marcas castanhas medianas nos tergitos abdominais; forma escura com cabeça castanha e tórax e segmentos abdominais mais escuros; segmentos antenais I–II & VI–VIII castanhos, III–V amarelos na metade basal; asas anteriores fracamente escurecidas. Cabeça com três pares de cerdas ocelares, par III muito longo e situado dentro do triângulo ocelar. Antenas com 8 segmentos, III & IV com cones sensoriais bifurcados; pedicelo do antenômero III ligeiramente expandido mas sem formar um disco. Pronoto sem esculturação e com dois pares de cerdas posteroangulares muito longas; cerdas anteroangulares e anteromarginais bem desenvolvidas. Espínula mesotorácica longa, espínula metatorácica ausente. Metanoto com linhas transversais de reticulação na região anterior e reticulado na porção posteromedial; sensilas campaniformes presentes; dois pares de cerdas situadas na margem anterior. Tarsos com dois segmentos. Asas anteriores com duas fileiras completas de cerdas, próximas entre si. Tergitos abdominais V–VIII com ctenídias nas laterais, ctenídia no VIII situado anterolateralmente ao espiráculo; tergito VIII com um pente de microtríquias longas e irregulares na margem posterior. Esternitos sem cerdas discais e com três pares de cerdas longas na margem posterior. Ambos os sexos macrópteros.

 

Macho mais claro, com placas porosas transversais nos esternitos abdominais III–VII.

 

Variação intraespecífica

Espécie altamente variável; coloração e comprimento das cerdas podem variar entre indivíduos de uma mesma população. Variação é normalmente associada à fonte de alimento, temperatura e área geográfica. Rugman-Jones et al. (2010) apontou que essa espécie é composta por pelo menos duas espécies que são geneticamente diferentes mas estruturalmente idênticas.

 

Informações do gênero e espécies similares

Frankliniella é um dos maiores gêneros da ordem Thysanoptera, compreendendo mais de 160 espécies descritas. Cerca de 90% das espécies são neotropicais, e sua taxonomia é normalmente complexa. Quase todas as espécies possuem antenas com 8 segmentos, três pares de cerdas ocelares e asas anteriores com duas fileiras completas de cerdas. Aproximadamente 40 espécies são registradas para o Brasil, sendo que quase metade foi originalmente descrita no país. Dada sua alta plasticidade fenotípica, Frankliniella occidentalis usualmente não é facilmente reconhecida com precisão. Porém, é a espécie bicolorida de Frankliniella mais comum de ser coletada em plantações no Brasil. Adicionalmente, os longos pares de cerdas ocelares III e de cerdas do pronoto, assim como o pedicelo levemente expandido no segmento antenal III podem ser úteis no reconhecimento dessa espécie. Uma chave para as espécies de Frankliniella do Brasil está disponível em Cavalleri & Mound (2012).

 

Distribuição no mundo

Amplamente distribuída em todos os continentes.

 

Distribuição no Brasil*

Amplamente distribuída em todas as regiões.

*Dados da literatura e dos autores.

 

História de vida

Vive principalmente em flores. Altamente polífaga; no Brasil foi coletada em diversas plantas não relacionadas, incluindo uvas, morangos, Prunus, e muitas ornamentais.

 

Importância econômica

Causa sérios danos em diversas plantações no mundo inteiro, através de sua alimentação e transmissão de tospovírus (Hoddle et al. 2012).

 

Referências sugeridas

Cavalleri A & Mound LA (2012) Toward the identification of Frankliniella species in Brazil (Thysanoptera, Thripidae). Zootaxa 3270: 1–30.

Hoddle MS, Mound LA & Paris DL (2012) Thrips of California. CBIT Publishing, Queensland. Disponível em http://keys.lucidcentral.org/keys/v3/thrips_of_california/ Thrips_of_California.html

Monteiro RC, Mound LA & Zucchi RA (2001) Espécies de Frankliniella (Thysanoptera: Thripidae) de importância agrícola no Brasil. Neotropical Entomology 30(1): 65–72.

Mound LA & Marullo R (1996) The Thrips of Central and South America: An Introduction. Memoirs on Entomology, International 6: 1–488.

Rugman-Jones PF; Hoddle MS & Stouthamer R (2010) Nuclear-mitochondrial barcoding exposes the global pest Western Flower Thrips (Thysanoptera: Thripidae) as two sympatric cryptic species in its native California. Journal of Economic Entomology 103: 877–886.


Publicado em: 28/12/2016
Postado por: Adriano

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