Os Tripes do Brasil
Identificação, Informações, Novidades

Frankliniella zucchini

Frankliniella zucchini Nakahara & Monteiro, 1999: 290.

Referência original: Nakahara S & Monteiro RC (1999) Frankliniella zucchini (Thysanoptera: Thripidae), a new species and vector of Tospovirus in Brazil. Proceedings of the Entomological Society of Washington 101: 290–294.

 

Família

Thripidae, Thripinae

 

Informações sobre nomenclatura

http://thrips.info/wiki/Frankliniella_zucchini

 

Diagnose

Corpo amarelo, incluindo as pernas; segmentos antenais VI–VIII castanhos, III castanho na metade apical, IV–V castanhos com uma curta área mais clara basalmente; asas anteriores claras. Cabeça com três pares de cerdas ocelares, par III longo e situado dentro do triângulo ocelar; cerda pós-ocular I ausente. Antenas com 8 segmentos, III & IV com cones sensoriais bifurcados; pedicelo do antenômero III simples. Pronoto sem esculturação e com dois pares de cerdas posteroangulares longas; cerdas anteroangulares e anteromarginais longas, mas medindo menos que metade do comprimento do pronoto. Espínula mesotorácica longa, espínula metatorácica ausente. Metanoto com linhas transversais de esculturação na região anterior e reticulado na porção posteromedial; sensilas campaniformes presentes; dois pares de cerdas situadas na margem anterior. Asas anteriores com duas fileiras completas de cerdas, próximas entre si. Tergitos abdominais V–VIII com ctenídias nas laterais, ctenídia no VIII situado anterolateralmente ao espiráculo; tergito VIII com um pente completo de microtríquias na margem posterior. Esternitos sem cerdas discais e com três pares de cerdas longas na margem posterior. Ambos os sexos macrópteros.

 

Macho menor e com placas porosas transversais nos esternitos abdominais III–VII; tergito VIII com um pente completo de microtríquias na margem posterior.

 

Variação intraespecífica

Populações no sul do Brasil que não são de outra forma distinguíveis de gemina comumente são formadas por indivíduos com segmento antenal II uniformemente castanho e segmento V majoritariamente castanho com apenas o terço basal amarelo.

 

Informações do gênero e espécies similares

Frankliniella é um dos maiores gêneros da ordem Thysanoptera, compreendendo mais de 160 espécies descritas. Cerca de 90% das espécies são neotropicais, e sua taxonomia é normalmente complexa. Quase todas as espécies possuem antenas com 8 segmentos, três pares de cerdas ocelares e asas anteriores com duas fileiras completas de cerdas. Aproximadamente 40 espécies são registradas para o Brasil, sendo que quase metade foi originalmente descrita no país. Frankliniella zucchini foi distinguida de gemina por não possuir o par de cerdas pós-oculares I, e uma pequena diferença na posição do par de cerdas ocelares III. Porém, a validade destas espécies pequenas e amarelas ainda precisa de confirmação, preferencialmente através de experimentos de reprodução e análise molecular. Uma chave para as espécies de Frankliniella do Brasil está disponível em Cavalleri & Mound (2012).

 

Distribuição no mundo

Conhecida apenas do Brasil.

 

Distribuição no Brasil*

Distrito Federal e São Paulo.

*Dados da literatura e dos autores.

 

História de vida

Vive em Cucurbitaceae como abobrinha (Cucurbita pepo) e pepino (Cucumis sativus).

 

Importância econômica

Frankliniella zucchini é o único vetor de Zucchini lethal chlorosis tospovirus (ZLCT), que é frequentemente associado com perdas graves em plantações de abobrinhas no Brasil (Giampan et al. 2009).

 

Referências sugeridas

Cavalleri A & Mound LA (2012) Toward the identification of Frankliniella species in Brazil (Thysanoptera, Thripidae). Zootaxa 3270: 1–30.

Giampan JS, Rezende JAM & Piedade SMS (2009) Danos causados pelo Zucchini lethal chlorosis virus (ZLCV) sobre a produção de frutos comerciais de abobrinha de moita 'Caserta'. Summa phytopathologica 35(3): 223–225.

Nakahara S & Monteiro RC (1999) Frankliniella zucchini (Thysanoptera: Thripidae), a new species and vector of Tospovirus in Brazil. Proceedings of the Entomological Society of Washington 101: 290–294.


Publicado em: 28/12/2016
Postado por: Adriano

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