Os Tripes do Brasil
Identificação, Informações, Novidades

Heliothrips haemorrhoidalis

Heliothrips haemorrhoidalis (Bouche, 1833: 42).

Referência original: Bouche PF (1833) Naturgeschichte der schaldingen und nutzlichen Garten-Insekten und die bewahrtesten Mittel zur Vertilgung der ersteren. Berlin, 176 pp.

 

Família

Thripidae, Panchaetothripinae

 

Informações sobre nomenclatura

http://thrips.info/wiki/Heliothrips_haemorrhoidalis

 

Diagnose

Corpo castanho-escuro, pernas amarelo-claras, segmentos antenais III–V & VII–VIII amarelos, VI castanho na metade apical; asas anteriores claras com a margem posterior ligeiramente escurecida. Cabeça fortemente reticulada e constrita em um pescoço basal. Segmentos antenais III & IV com um cone sensorial simples cada; VIII alongado. Pronoto reticulado e sem cerdas longas. Endofurcas meso e metatorácica sem espínula e com braços curtos. Mesonoto sem divisão longitudinal medialmente. Metanoto formando um forte triângulo reticulado, cerdas medianas pequenas e sensilas campaniformes presentes. Tarsos com um segmento. Asa anteriore com ápice arredondado; ambas fileiras de cerdas incompletas. Tergitos abdominais II–VIII com um par de cerdas longas medialmente; terços laterais e margens anteriores amplamente reticulados; margem posterior do tergito VIII com um pente de microtríquias; X curto e geralmente com uma divisão longitudinal completa. Esternitos reticulados e com três pares de cerdas posteromarginais pequenas. Ambos os sexos macrópteros.

 

Macho com três pares de cerdas robustas, parecidas com espinhos, no tergito IX; esternitos III–VII com placas porosas transversais.

 

Variação intraespecífica

Sensilas campaniformes no metanoto são frequentemente difíceis de serem observadas; abdome mais claro em adultos recém-emergidos.

 

Informações do gênero e espécies similares

Este gênero pertence à subfamília Panchaetothripinae e inclui quatro espécies de origem Neotropical. Estas espécies possuem o corpo fortemente esculturado, cones sensoriais simples e longos nos segmentos antenais III–IV, e asas anteriores com a ponta distintamente arredondada. A espécie amplamente distribuída, H. haemorrhoidalis, pode ser diferenciada de H. zucchi pela coloração castanho-escura dos fêmures e antenômero VI, e de H. similis pela forte reticulação à frente da crista antecostal dos tergitos abdominais III–VIII. Uma chave ilustrada para as espécies de Heliothrips é fornecida por Xie et al. (2019).

 

Distribuição no mundo

Descrita da Alemanha, esta espécie é amplamente distribuída nos trópicos e subtrópicos em todos os continentes. Os machos desta espécie são raramente coletados (Mound & Monteiro 1998).

 

Distribuição no Brasil*

Amplamente distribuída em todas as regiões.

*Dados da literatura e dos autores

 

História de vida

Conhecido como tripes-negro-das-estufas, esta espécie vive em folhas maduras de várias espécies de plantas. No Brasil, larvas e adultos são comumente coletados em folhas citros, uvas e mangas.

 

Importância econômica

Espécie polífaga. Folhas infestadas adquirem manchas pontilhadas devido ao dano causado pela alimentação, com a superfície inferior das folhas marcadas por pontos pretos, formados por gotas de fezes (Hoddle et al. 2012).

 

Referências sugeridas

Mound LA & Marullo R (1996). The Thrips of Central and South America: An Introduction. Memoirs on Entomology, International 6: 1–488.

Mound LA & Monteiro R (1998) A review of the genus Heliothrips (Thysanoptera; Thripidae), with a new sister-species of the Greenhouse Thrips from south-eastern Brazil. Journal of the New York Entomological Society 105: 154–160.

Nakahara S, O’Donnell CA & Mound LA (2015) Heliothrips haemorrhoidalis and its relatives, with one new species and one new genus (Thysanoptera). Zootaxa 4021 (4): 578–584.

Wilson TH (1975). A monograph of the subfamily Panchaetothripinae (Thysanoptera: Thripidae). Memoirs of the American Entomological Institute 23: 1–354.

Xie Y, Mound LA & Zhang H (2019) A new species of Heliothrips (Thysanoptera, Panchaetothripinae), based on morphological and molecular data. Zootaxa 4638 (1): 143 –150.


Publicado em: 28/12/2016
Postado por: Adriano

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