Os Tripes do Brasil
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Acallurothrips conifer

Acallurothrips conifer (Hood, 1925: 67).

Referência original: Hood JD (1925) New neotropical Thysanoptera collected by C.B. Williams. Psyche 32: 48–69. 

Família
Phlaeothripidae, Idolothripinae

Informações sobre nomenclatura
https://thrips.info/wiki/Acallurothrips_conifer 

Diagnose
Fêmea macróptera; coloração do corpo majoritariamente castanha, com segmentos abdominais VIII e IX quase pretos; tarsos e junções entre os segmentos das pernas mais claras, bem como o tubo, com tom alaranjado; antenômeros I–II e base do III amarelos, demais segmentos castanhos, quase pretos no ápice da antena; asas anteriores castanho-claras com base mas escura, e uma faixa clara medialmente. Antena com 7 segmentos aparentes, VII–VIII quase totalmente fusionados mas com sutura entre os dois; antenômeros III com 2 e IV com 4 cones sensoriais. Cabeça com comprimento e largura semelhantes, sem cerdas longas nas laterais; estiletes maxilares distantes entre si, formando um “V”. Proesterno com basantra presente.Metanoto com fraca esculturação, com um par de cerdas medianas longas e espaçadas entre si. Metatórax com suturas esternopleurais presentes. Pelta reticulado, podendo apresentar a margem posterior côncava; tergitos abdominais II–VII com 1 par de cerdas retentoras de asas; tubo com formato cônico, base larga afunilando fortemente até o ápice, cerca de 1,4x mais longo que a largura basal. Esternitos abdominais medianos em geral mais longos que os tergitos. Tarso anterior com um dente tarsal grande curto e robusto. Asas anteriores sem cerdas duplicadas.

Macho desconhecido.

Variação intraespecífica
Desconhecida.

Informações do gênero e espécies similares
Acallurothrips é um gênero com mais de 20 espécies distribuídas ao redor do mundo, das quais três ocorrem no Brasil. São tripes com um tubo característico: curtos, com base robusta e afunilando fortemente até a ponta, às vezes com cerdas curtas nas laterais. A cabeça possui comprimento e largura semelhantes, com os estiletes maxilares pelo menos um terço da largura da cabeça distantes entre si; os antenômeros VII e VIII são parcial ou totalmente fusionados; e os esternitos abdominais tendem a ser mais longos que os tergitos do mesmo segmento. Acallurothrips conifer se distingue pelo tubo mais claro, de coloração alaranjada, enquanto nas outras duas espécies registradas no país o tubo é castanho-escuro, quase preto. Uma chave para as espécies Neotropicais de Acallurothrips está disponível em Mound & Marullo (1996).

Distribuição no mundo
Descrita de Trinidad e Tobago. Registrada no Brasil e no Panamá.

Distribuição no Brasil
http://fauna.jbrj.gov.br/fauna/faunadobrasil/59627 

História de vida
Vive em galhos mortos, alimentando-se de esporos de fungos.

Importância econômica
Sem registro. 

Referências sugeridas
Hood JD (1925) New neotropical Thysanoptera collected by C.B. Williams. Psyche 32: 48–69. 

Mound LA & Palmer JM (1983) The generic and tribal classification of spore-feeding Thysanoptera (Phlaeothripidae: Idolothripinae). Bulletin of the British Museum (Natural History). Entomology 46: 1–174. 

Mound LA & Marullo R (1996) The Thrips of Central and South America: An Introduction. Memoirs on Entomology, International 6: 1–488. 


Publicado em: 04/01/2017
Postado por: Mariana Lindner

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