Os Tripes do Brasil
Identificação, Informações, Novidades

Actinothrips femoralis

Actinothrips femoralis Hood, 1950: 5.

Referência original: Hood JD (1950) Brasilian Thysanoptera I. Revista de Entomologia 20: 3–88.

Família
Phlaeothripidae, Idolothripinae

Informações sobre nomenclatura
https://thrips.info/wiki/Actinothrips_femoralis

Diagnose
Macho macróptero; coloração do corpo majoritariamente castanho-escura, tarsos mais claros; antenômeros I–II e VII–VIII castanho-escuros, III–V amarelos com região globosa subapical castanha, gradativamente mais escura, VI castanho-escuro com pedicelo claro; asas castanho-claras, com base mais escura, e linha mediana quase preta. Antena com 8 segmentos, antenômeros III com 2 e IV com 4 cones sensoriais; antenômeros III–V extremamente alongados e em forma de clava. Cabeça mais longa que larga, com um par de cerdas longas dorsalmente e dois pares lateralmente, todas posteriores aos olhos; margens laterais ligeiramente sinuosas; estiletes maxilares muito distantes entre si, estendendo-se até a metade da cabeça. Pronoto com 3 pares de cerdas bem desenvolvidas (meio-lateral, epimeral e posteroangular); prosterno com basantra ausente. Metanoto reticulado, com um par de cerdas longas e robustas medialmente, e duas ou três cerdas finas nos ângulos anteriores. Metatórax com suturas esternopleurais ausentes. Pelta triangular e largo, com reticulação irregular formando um triângulo medialmente e transversalmente estriado lateralmente; abdômen esculturado, retículos com pequenos dentes/tubérculos medialmente, tergitos II–VII com 1 par de cerdas retentoras de asas; segmento abdominal VIII mais de duas vezes mais longo que largo, constrito medialmente, com três pares de cerdas posteriores robustas. Placas porosas ausentes. Tubo cilíndrico, cerca de 8–10x mais longo que a largura basal, com múltiplas cerdas laterais especialmente na área basal. Pernas similares em aparência nos machos menores, mas pernas anteriores mais robustas em machos maiores; fêmur anterior com 2 cerdas longas na margem externa, e uma ou duas fileiras de cerdas robustas e por vezes achatadas na margem interna; tarso anterior com dente tarsal de tamanho variável. Asas anteriores com cerca de 20 cerdas duplicadas.

Fêmea macróptera. Aparência similar à dos machos menores, mas sem apresentar fileiras de cerdas robustas e achatadas nos fêmures anteriores nem dente tarsal. Fêmures anteriores com cerca de 6–7 cerdas longas e espaçadas.

Variação intraespecífica
Machos apresentam variação morfológica relacionada ao tamanho: espécimes menores tendem a ser mais semelhantes às fêmeas, enquanto espécimes maiores tendem a apresentar mais cerdas robustas na margem interna do fêmur. Também foram observadas diferenças no tamanho do dente tarsal entre populações distintas.

Informações do gênero e espécies similares
Actinothrips é um gênero com 13 espécies, todas da região Neotropical. Faz parte de um grupo de gêneros de Idolothripinae que apresentam cabeça longa, projetada à frente dos olhos e com múltiplas cerdas longas, basantra fracamente desenvolvida ou ausente, suturas esternopleurais do metatórax ausentes, e tubo muito alongado, com múltiplas cerdas lateralmente. Machos de diversas espécies de Actinothrips apresentam grande variação morfológica, com formas menores e maiores; enquanto as fêmeas de diferentes táxons tendem a ser muito semelhantes, dificultando a distinção entre espécies. Actinothrips femoralis é única entre as espécies brasileiras do gênero, devido aos machos possuírem uma ou duas fileiras de cerdas robustas e achatadas na margem interna dos fêmures anteriores, e nenhuma cerda no ápice destes. Uma chave para machos de algumas espécies de Actinothrips está disponível em Mound (1991).

Distribuição no mundo
Descrita do Brasil.

Distribuição no Brasil
http://fauna.jbrj.gov.br/fauna/faunadobrasil/88052 

História de vida
Vive em folhas e galhos mortos, onde alimenta-se de esporos de fungos.

Importância econômica
Sem registro.

Referências sugeridas
Hood JD (1950) Brasilian Thysanoptera I. Revista de Entomologia 20: 3–88.

Mound LA & Palmer JM (1983) The generic and tribal classification of spore-feeding Thysanoptera (Phlaeothripidae: Idolothripinae). Bulletin of the British Museum (Natural History). Entomology 46: 1–174. 

Mound LA (1991) Secondary sexual character variation in male Actinothrips species (Insecta: Thysanoptera), and its probable significance in fighting behaviour. Journal of Natural History 25: 933–943. 


Publicado em: 04/01/2017
Postado por: Mariana Lindner

Galeria de fotos:

Atendimento


Brasil, Rio Grande do Sul, Rio Grande

Campus Carreiros: Av. Itália km 8

Bairro Carreiros



(51) 9812-37076


cavalleri_adriano@yahoo.com.br

Curta nossa Fan Page

Thysanoptera © Todos Direitos Reservados 2026

Facebook Instagram Linkedin

Hostche - Criação de Sites