Anactinothrips distinguendus Bagnall, 1914: 379.
Referência original: Bagnall RS (1914) Brief descriptions of new Thysanoptera IV. Annals and Magazine of Natural History (8) 14: 375–381.
Família
Phlaeothripidae, Idolothripinae
Informações sobre nomenclatura
https://thrips.info/wiki/Anactinothrips_distinguendus
Diagnose
Fêmea macróptera; coloração do corpo majoritariamente castanho-escura, mais claro no ápice do tubo; antenômeros I–II e VI–VIII castanho-escuros, III–V com base/pedicelo amarelo e ápice castanho; asas claras com linha escura na metade basal. Antena com 8segmentos, antenômeros III e IV longos e em forma de clava. Cabeça mais longa que larga, superfície dorsal com 3 pares de cerdas longas e robustas (um par ocelar, um par pós-ocular e um par no meio da cabeça) e múltiplas cerdas laterais mais curtas; estiletes maxilares paralelos entre si, distantes um do outro cerca de metade da largura da cabeça e se estendendo até metade da cabeça. Pronoto com 3 pares de cerdas bem desenvolvidas (meiolateral, epimeral e posteroangular), pares anteromarginal e anteroangular curtos e finos; proesterno com basantra presente. Metanoto reticulado, com um par de cerdas medianas muito longas e robustas; escleritos lateroventrais do metatórax com microtríquias, suturas esternopleurais ausentes. Pelta triangular e largo, reticulado medialmente e transversalmente reticulado lateralmente; abdômen reticulado, tergitos II–VII com 1 par de cerdas retentoras de asas. Tubo quase cilíndrico, cerca de 3x mais longo que a largura basal, sem cerdas laterais. Pernas similares em aparência, fêmures anteriores com cerdas longas, tarso anterior sem dente tarsal. Asas anteriores com múltiplas cerdas duplicadas.
Macho macróptero. Aparência similar à da fêmea, mas com pernas anteriores robustas e dente tarsal presente. Estrutura “estridulatória” presente nas pernas anteriores. Placas porosas ausentes.
Variação intraespecífica
Desconhecida.
Informações do gênero e espécies similares
Anactinothrips é um gênero com 15 espécies descritas, mas é possível que algumas representem sinonímias. São tripes em geral escuros, de tamanho médio a grande, basantra presente, sem suturas esternopleurais no metatórax, e tubo sem cerdas laterais. Machos de Anactinothrips e Diceratothrips apresentam uma adaptação única das pernas anteriores, com uma série de reentrâncias nas coxas e uma projeção posterior nos fêmures, que parecem servir como uma estrutura estridulatória ou para fixar as pernas em posição. Apesar desta estrutura única, ambos os gêneros parecem pertencer a diferentes linhagens evolutivas, e Anactinothrips pode ser distinguida de Diceratothrips por não possuir suturas esternopleurais no metatórax, pelo pelta transversal, e pelas longas cerdas no metanoto e laterais no abdômen. Anactinothrips distinguendus apresenta algumas similaridades com espécies do grupo meinerti (que inclui as espécies brasileiras A. fuscus e A. silvicola), mas se diferencia delas por possuir o par de cerdas do meio da cabeça com apenas metade do comprimento do par pós-ocular. Uma chave para as espécies de Anactinothrips está disponível em Mound & Marullo (1996).
Distribuição no mundo
Descrita da Guiana, registrada no Brasil e Peru.
Distribuição no Brasil
São Paulo.
História de vida
Vive em folhas e galhos mortos, onde alimenta-se de esporos de fungos.
Importância econômica
Sem registro.
Referências sugeridas
Bagnall RS (1914) Brief descriptions of new Thysanoptera IV. Annals and Magazine of Natural History (8) 14: 375–381.
Mound LA & Marullo R (1996) The Thrips of Central and South America: An Introduction. Memoirs on Entomology, International 6: 1–488.
Atendimento
Brasil, Rio Grande do Sul, Rio Grande
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