Os Tripes do Brasil
Identificação, Informações, Novidades

Anactinothrips fuscus

Anactinothrips fuscus Moulton, 1933: 418.

Referência original: Moulton D (1933) The Thysanoptera of South America IV. Revista de Entomologia 3: 385–419.

Família
Phlaeothripidae, Idolothripinae

Informações sobre nomenclatura
https://thrips.info/wiki/Anactinothrips_fuscus 

Diagnose
Fêmea macróptera; coloração do corpo majoritariamente castanho-escura; antenômeros I–II e V–VIII castanho escuros, III–IV castanhos com pedicelo mais claro;asas castanho-claras com linha mediana fina e escura na metade basal. Antena com 8 segmentos, antenômeros III e IV longos e em forma de clava. Cabeça mais longa que larga, mais larga próximo da base e constrita atrás dos olhos; superfície dorsal com 3 pares de cerdas longas e robustas (um na região ocelar, um par pós-ocular e um par no meio da cabeça), além de múltiplas cerdas laterais mais curtas; estiletes maxilares distantes um do outro mais da metade da largura da cabeça, estendendo-se quase até metade da cabeça. Pronoto com 2 pares de cerdas bem desenvolvidas (epimeral e posteroangular), pares anteromarginal, anteroangular e meiolateral curtos; proesterno com basantra presente. Metanoto com um par de cerdas medianas muito longas e robustas; escleritos lateroventrais do metatórax com múltiplas microtríquias robustas, suturas esternopleurais ausentes. Tergitos abdominais II–VII com 1 par de cerdas retentoras de asas. Tubo cilíndrico, cerca de 5,5x mais longo que a largura basal, sem cerdas laterais. Pernas similares em aparência, fêmures anteriores com cerdas longas, tarso anterior sem dente tarsal. Asas anteriores com cerca de 40 cerdas duplicadas.

Macho similar à da fêmea, mas comdente tarsal presente. Estrutura “estridulatória” presente nas pernas anteriores. Placas porosas ausentes.

Variação intraespecífica
Desconhecida.

Informações do gênero e espécies similares
Anactinothrips é um gênero com 15 espécies descritas, mas é possível que algumas representem sinonímias. São tripes em geral escuros, de tamanho médio a grande, basantra presente, sem suturas esternopleurais no metatórax, e tubo sem cerdas laterais. Machos de Anactinothrips e Diceratothrips apresentam uma adaptação única das pernas anteriores, com uma série de reentrâncias nas coxas e uma projeção posterior nos fêmures, que parecem servir como uma estrutura estridulatória ou para fixar as pernas em posição. Apesar desta estrutura única, ambos os gêneros parecem pertencer a diferentes linhagens evolutivas, e Anactinothrips pode ser distinguida de Diceratothrips por não possuir suturas esternopleurais no metatórax, pelo pelta transversal, e pelas longas cerdas no metanoto e laterais no abdômen. Anactinothrips fuscus e A. silvicola são muito semelhantes, sendo os espécimes da segunda em geral um pouco menores; mas não há uma forma segura de diferenciar estas duas espécies atualmente. Uma chave para as espécies de Anactinothrips está disponível em Mound & Marullo (1996).

Distribuição no mundo
Descrita do Brasil.

Distribuição no Brasil
http://fauna.jbrj.gov.br/fauna/faunadobrasil/33317 

História de vida
Vive em folhas e galhos mortos, onde alimenta-se de esporos de fungos.

Importância econômica
Sem registro.  

Referências sugeridas
Moulton D (1933) The Thysanoptera of South America IV. Revista de Entomologia 3: 385–419.

Mound LA & Palmer JM (1983) The generic and tribal classification of spore-feeding Thysanoptera (Phlaeothripidae: Idolothripinae). Bulletin of the British Museum (Natural History). Entomology 46: 1–174. 

Mound LA & Marullo R (1996) The Thrips of Central and South America: An Introduction. Memoirs on Entomology, International 6: 1–488.


Publicado em: 05/01/2017
Postado por: Mariana Lindner

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