Os Tripes do Brasil
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Anactinothrips gibbifer

Anactinothrips gibbifer zur Strassen, 1980: 48.

Referência original: zur Strassen R (1980) Anactinothrips gibbifer n.sp. aus Baumkronen im Amazonas-Gebiet (Insecta: Thysanoptera: Phlaeothripidae). Senckenbergiana biologica 61: 47–56.

Família
Phlaeothripidae, Idolothripinae

Informações sobre nomenclatura
https://thrips.info/wiki/Anactinothrips_gibbifer

Diagnose
Fêmea macróptera; coloração do corpo majoritariamente castanho-escura. Antena com 8 segmentos, antenômeros III e IV longos e em forma de clava. Cabeça mais longa que larga, com laterais convexas; superfície dorsal com 3 pares de cerdas longas e robustas (um na região ocelar com tubérculo basal, um par pós-ocular e um par no meio da cabeça), além de múltiplas cerdas laterais mais curtas. Proesterno com basantra presente. Metanoto com um par de cerdas medianas muito longas e robustas; escleritos lateroventrais do metatórax com microtríquias, suturas esternopleurais ausentes. Pelta transversal e reticulado; tergitos abdominais II–VII com 1 par de cerdas retentoras de asas. Tubo cilíndrico, menos de 4x mais longo que a largura basal, sem cerdas laterais. Pernas similares em aparência, fêmures anteriores com cerdas longas, tarso anterior com pequena projeção que não chega a formar um dente tarsal. 

Macho macróptero. Aparência similar à da fêmea, mas com pernas anteriores robustas e dente tarsal presente. Estrutura “estridulatória” presente nas pernas anteriores. Placas porosas ausentes.

Variação intraespecífica
Desconhecida.

Informações do gênero e espécies similares
Anactinothrips é um gênero com 15 espécies descritas, mas é possível que algumas representem sinonímias. São tripes em geral escuros, de tamanho médio a grande, basantra presente, sem suturas esternopleurais no metatórax, e tubo sem cerdas laterais. Machos de Anactinothrips e Diceratothrips apresentam uma adaptação única das pernas anteriores, com uma série de reentrâncias nas coxas e uma projeção posterior nos fêmures, que parecem servir como uma estrutura estridulatória ou para fixar as pernas em posição. Apesar desta estrutura única, ambos os gêneros parecem pertencer a diferentes linhagens evolutivas, e Anactinothrips pode ser distinguida de Diceratothrips por não possuir suturas esternopleurais no metatórax, pelo pelta transversal, e pelas longas cerdas no metanoto e laterais no abdômen. Anactinothrips gibbifer se diferencia das outras espécies do gênero por possuir tubérculos grandes na base das cerdas ocelares. Uma chave para as espécies de Anactinothrips está disponível em Mound & Marullo (1996).

Distribuição no mundo
Descrita do Brasil.

Distribuição no Brasil
http://fauna.jbrj.gov.br/fauna/faunadobrasil/27556 

História de vida
Provavelmente vive em folhas e galhos mortos, onde alimenta-se de esporos de fungos.

Importância econômica
Sem registro.

Referências sugeridas
zur Strassen R (1980) Anactinothrips gibbifer n.sp. aus Baumkronen im Amazonas-Gebiet (Insecta: Thysanoptera: Phlaeothripidae). Senckenbergiana biologica 61: 47–56.

Mound LA & Palmer JM (1983) The generic and tribal classification of spore-feeding Thysanoptera (Phlaeothripidae: Idolothripinae). Bulletin of the British Museum (Natural History). Entomology 46: 1–174. 

Mound LA & Marullo R (1996) The Thrips of Central and South America: An Introduction. Memoirs on Entomology, International 6: 1–488.


Publicado em: 05/01/2017
Postado por: Mariana Lindner

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