Os Tripes do Brasil
Identificação, Informações, Novidades

Anactinothrips gustaviae

Anactinothrips gustaviae Mound & Palmer, 1983: 792.

Referência original: Mound LA & Palmer JM (1983) Spore-feeding Thysanoptera of the genus Anactinothrips with a new sub- social species from Panama. Journal of Natural History 17: 789-797.

Família
Phlaeothripidae, Idolothripinae

Informações sobre nomenclatura
https://thrips.info/wiki/Anactinothrips_gustaviae 

Diagnose
Fêmea macróptera; coloração do corpo majoritariamente castanho-escura, com tarsos e ápice do tubo mais claros; antenômeros I–II e VII–VIII castanho-escuros, III amarelado com ápice castanho, IV–VI castanhos com pedicelo amarelado; asas pálidas e amareladas. Antena com 8segmentos, antenômeros III e IV longos e em forma de clava; III com 2 e IV com 4 cones sensoriais curtos. Cabeça mais longa que larga, laterais ligeiramente convexas; superfície dorsal com 2 pares de cerdas longas e robustas (um par pós-ocular e um par no meio da cabeça), cerdas ocelares finas, além de múltiplas cerdas laterais mais curtas; estiletes maxilares distantes um do outro cerca de 1/3 da largura da cabeça, se estendendo até metade da cabeça. Pronoto com 2 pares de cerdas longas (epimeral e posteroangular), pares anteromarginal, anteroangular e meiolateral curtos; proesterno com basantra presente. Metanoto esculturado, com um par de cerdas medianas muito longas, se estendendo quase até a margem posterior do tergito abdominal II; escleritos lateroventrais do metatórax com múltiplas microtríquias robustas, suturas esternopleurais ausentes. Pelta transversal e reticulado; tergitos abdominais II–VII com 1 par de cerdas retentoras de asas. Tubo cilíndrico, cerca de 3,3-3,7x mais longo que a largura basal, mais curto que a cabeça, sem cerdas laterais. Pernas similares em aparência, fêmures anteriores com cerdas longas, tarso anterior com dente tarsal. Asas anteriores com cerdas duplicadas.

Macho macróptero. Aparência similar à da fêmea, mas espécimes maiores com pernas anteriores robustas. Estrutura “estridulatória” presente nas pernas anteriores. Placas porosas ausentes.

Variação intraespecífica
Machos apresentam formas maiores, com pernas mais robustas, dente tarsal maior e projeção na base do fêmur anterior mais desenvolvida; e formas menores, mais semelhantes às fêmeas.

Informações do gênero e espécies similares
Anactinothrips é um gênero com 15 espécies descritas, mas é possível que algumas representem sinonímias. São tripes em geral escuros, de tamanho médio a grande, basantra presente, sem suturas esternopleurais no metatórax, e tubo sem cerdas laterais. Machos de Anactinothrips e Diceratothrips apresentam uma adaptação única das pernas anteriores, com uma série de reentrâncias nas coxas e uma projeção posterior nos fêmures, que parecem servir como uma estrutura estridulatória ou para fixar as pernas em posição. Apesar desta estrutura única, ambos os gêneros parecem pertencer a diferentes linhagens evolutivas, e Anactinothrips pode ser distinguida de Diceratothrips por não possuir suturas esternopleurais no metatórax, pelo pelta transversal, e pelas longas cerdas no metanoto e laterais no abdômen. Anactinothrips gustaviae possui a cabeça menos de 1,7x mais longa que larga, enquanto nas outras espécies do gênero a cabeça é cerca de duas vezes mais longa que larga; e é a única espécie de Anactinothrips cujas fêmeas apresentam dente tarsal. Uma chave para as espécies de Anactinothrips está disponível em Mound & Marullo (1996).

Distribuição no mundo
Descrita do Panamá, registrada no Brasil.

Distribuição no Brasil
http://fauna.jbrj.gov.br/fauna/faunadobrasil/74936 

História de vida
Vive em troncos de árvores cobertos por líquens, especialmente árvores da espécie Gustavia superba, onde se alimenta de esporos de fungos produzidos pelos líquens.Esta espécie é subsocial, vivendo em colônias onde os adultos protegem os ovos e jovens, guiando as larvas para áreas de alimentação diariamente (Mound & Palmer 1983b; Kiester & Strates 1984).

Importância econômica
Sem registro.

Referências sugeridas
Mound LA & Palmer JM (1983a) The generic and tribal classification of spore-feeding Thysanoptera (Phlaeothripidae: Idolothripinae). Bulletin of the British Museum (Natural History). Entomology 46: 1–174. 

Mound LA & Palmer JM (1983b) Spore-feeding Thysanoptera of the genus Anactinothrips with a new sub- social species from Panama. Journal of Natural History 17: 789-797.

Kiester AR & Strates E (1984) Social behavior in a thrips from Panama. Journal of Natural History 18: 303–314.

Mound LA & Marullo R (1996) The Thrips of Central and South America: An Introduction. Memoirs on Entomology, International 6: 1–488. 


Publicado em: 05/01/2017
Postado por: Mariana Lindner

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