Os Tripes do Brasil
Identificação, Informações, Novidades

Elaphrothrips handlirschii

Elaphrothrips handlirschii (Schmutz, 1909: 273).

Referência original: Schmutz K (1909) Zur Kenntnis einiger neuen Thysanopterengenera (Tubulifera). Annalen des Naturhistorischen Museums in Wien 23: 273–281.

Família

Phlaeothripidae, Idolothripinae

Informações sobre nomenclatura

https://thrips.info/wiki/Elaphrothrips_handlirschii 

Diagnose

Fêmea macróptera; coloração do corpo majoritariamente castanho-escura, com tarsos, base dos segmentos antenais III–VI e ápice do tubo mais claros; asas hialinas, com linha mediana castanha. Antena com 8 segmentos,III mais longo que os demais. Cabeça mais longa que larga, ligeiramente constrita atrás dos olhos, um pouco projetada à frente dos olhos; superfície dorsal com dois pares de cerdas longas (ocelar e postocular), demais cerdas dorsais curtas; laterais com cerdas robustas e curtas; olhos grandes, não projetados ventralmente. Pronoto com apenas os pares de cerdas epimeral e posteroangular longos, demais cerdas pronotais curtas; proesterno com basantra presente. Metanoto reticulado, com um par de cerdas medianas curtas. Metatórax com suturas esternopleurais ausentes. Pelta reticulado, triangular e largo, ângulos basais curvados para cima. Tergitos abdominais II–VII com 2 pares de cerdas retentoras de asas e múltiplas cerdas acessórias menores. Tubo cônico, cerca de 3,7x mais longo que a largura basal, sem cerdas laterais. Pernas similares em aparência, com múltiplas cerdas, tarso anterior sem dente tarsal. Asas anteriores com cerca de 40 cerdas duplicadas.

Macho macróptero. Similar às fêmea mas com pernas anteriores robustas e dente tarsal bem desenvolvido. Placas porosas ausentes.

Variação intraespecífica

Desconhecida.

Informações do gênero e espécies similares

Elaphrothrips é o maior gênero em número de espécies dentro de Idolothripinae, com quase 150 espécies amplamente distribuídas pelas regiões tropicais e subtropicais. São tripes em geral grandes e escuros, distinguidos de outros Idolothripinae brasileiros (exceto Saurothrips) por possuir dois pares de cerdas retentoras das asas nos tergitos abdominais; em espécimes maiores, múltiplas cerdas acessórias podem estar presentes além das duas retentoras principais. Além disso, apresentam cabeça alongada, cerda ocelar principal posterior ao ocelo anterior, basantra presente, e tubo mais curto que a cabeça, sem cerdas laterais. Muitas espécies apresentam ampla variação morfológica associada ao tamanho, desenvolvimento das asas e sexo, que dificulta a distinção entre espécies; e é possível que muitas espécies do gênero sejam futuramente identificadas como sinonímias.

Distribuição no mundo

Descrita do Brasil.

Distribuição no Brasil

http://fauna.jbrj.gov.br/fauna/faunadobrasil/36637 

História de vida

Vive em folhas mortas, onde se alimenta de esporos de fungos.

Importância econômica

Sem registro.

Referências sugeridas
Schmutz K (1909) Zur Kenntnis einiger neuen Thysanopterengenera (Tubulifera). Annalen des Naturhistorischen Museums in Wien 23: 273–281.
Palmer JM & Mound LA (1978) Nine genera of fungus-feeding Phlaeothripidae (Thysanoptera) from the Oriental Region. Bulletin of the British Museum (Natural History). Entomology 37: 153-215.

Mound LA & Palmer JM (1983) The generic and tribal classification of spore-feeding Thysanoptera (Phlaeothripidae: Idolothripinae). Bulletin of the British Museum (Natural History). Entomology 46: 1–174.
Marques GA & Cavalleri A (2021) Elaphrothrips handlirschii (Schmutz) comb. n., with notes on Thysanoptera types from Brazil described by Karl Schmutz. Zootaxa 5039(3): 443–446.


Publicado em: 05/01/2017
Postado por: Mariana Lindner

Galeria de fotos:

Atendimento


Brasil, Rio Grande do Sul, Rio Grande

Campus Carreiros: Av. Itália km 8

Bairro Carreiros



(51) 9812-37076


cavalleri_adriano@yahoo.com.br

Curta nossa Fan Page

Thysanoptera © Todos Direitos Reservados 2026

Facebook Instagram Linkedin

Hostche - Criação de Sites