Diagnose Fêmea macróptera; coloração do corpo majoritariamente castanho-escura, mais escuro no ápice da cabeça e mais claro na ponta do tubo; tarsos e junções das pernas castanhos; antenômeros I–II e VI–VIII castanho-escuros, III–V amarelos, com bases e ápices escurecidos, cada segmento mais escuro que o anterior; asas pálidas com margens escurecidas. Antena com 8 segmentos, antenômeros III e IV longos e em forma de clava. Cabeça mais longa que larga, laterais ligeiramente sinuosas; superfície dorsal com 3 pares de cerdas longas e robustas (um na região ocelar, 1 pós-ocular e 1 no meio da cabeça), além de múltiplas cerdas laterais mais curtas; estiletes maxilares paralelos entre si, se estendendo por menos da metade do comprimento da cabeça. Pronoto com 2 pares de cerdas bem desenvolvidas e longas (epimeral e posteroangular), pares anteromarginal, anteroangular e meiolateral curtos; proesterno com basantra presente. Metanoto com um par de cerdas medianas muito longas e robustas; escleritos lateroventrais do metatórax com múltiplas microtríquias semelhantes a pequenos dentes, suturas esternopleurais ausentes. Pelta largo; tergitos abdominais II–VII com 1 par de cerdas retentoras de asas. Tubo cilíndrico, pouco mais de 4x mais longo que a largura basal, sem cerdas laterais. Pernas similares em aparência, fêmures anteriores com cerdas longas, tarso anterior sem dente tarsal.
Macho macróptero. Aparência similar à da fêmea, mas com pernas anteriores robustas e dente tarsal presente. Estrutura “estridulatória” presente nas pernas anteriores. Placas porosas ausentes.
Variação intraespecífica Desconhecida.
Informações do gênero e espécies similares Anactinothrips é um gênero com 15 espécies descritas, mas é possível que algumas representem sinonímias. São tripes em geral escuros, de tamanho médio a grande, basantra presente, sem suturas esternopleurais no metatórax, e tubo sem cerdas laterais. Machos de Anactinothrips e Diceratothrips apresentam uma adaptação única das pernas anteriores, com uma série de reentrâncias nas coxas e uma projeção posterior nos fêmures, que parecem servir como uma estrutura estridulatória ou para fixar as pernas em posição. Apesar desta estrutura única, ambos os gêneros parecem pertencer a diferentes linhagens evolutivas, e Anactinothrips pode ser distinguida de Diceratothrips por não possuir suturas esternopleurais no metatórax, pelo pelta transversal, e pelas longas cerdas no metanoto e laterais no abdômen. Anactinothrips fuscus e A. silvicola são muito semelhantes, sendo os espécimes da segunda em geral um pouco menores; mas não há uma forma segura de diferenciar estas duas espécies atualmente.Uma chave para as espécies de Anactinothrips está disponível em Mound & Marullo (1996).