Os Tripes do Brasil
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Diceratothrips bicornis

Diceratothrips bicornis Bagnall, 1908: 194.

Referência original: Bagnall RS (1908) On some new genera and species of Thysanoptera. Transactions of the Natural History Society of Northumberland 3: 183–217.

Família

Phlaeothripidae, Idolothripinae

Informações sobre nomenclatura

https://thrips.info/wiki/Diceratothrips_bicornis 

Diagnose

Fêmea macróptera; coloração do corpo majoritariamente castanha, tubo quase preto com ápice amarelado, junções entre fêmures e tíbias e todos os tarsos amarelos; antenas castanhas, com antenômero II amarelado, base do III e todo o VIII mais claros; asas castanho-claras, base castanha, ambas as venações escurecidas com castanho. Antena com 8 segmentos, antenômeros III com 2 e IV com 4 cones sensoriais. Cabeça mais longa que larga, superfície dorsal fracamente esculturada, com pares de cerdas pré-ocelar, pós-ocular e mediano bem desenvolvidos; margens laterais paralelas, contínuas com os olhos e com dois ou três pares de cerdas robustas; estiletes maxilares em formato de V, distantes um do outro cerca de 1/3 da largura da cabeça, se estendendo até a base da cerda pós-ocular. Pronoto com 4 pares de cerdas bem desenvolvidas, pares anteromarginal e anteroangular curtos, epimeral e posteroangular longos, par meiolateral muito reduzido ou ausente. Metanoto fracamente esculturado, com um par de cerdas medianas robustas. Metatórax com suturas esternopleurais presentes. Pelta triangular, com ângulos posteriores estendidos e voltados anteriormente, com reticulação irregular anteriormente e estriado posteriormente; abdômen fracamente esculturado, tergitos II–VII com 1 par de cerdas retentoras de asas. Tubo cilíndrico e ligeiramente constrito no ápice, cerca de 3,4x mais longo que a largura basal, sem cerdas laterais. Pernas anteriores ligeiramente mais robustas que as demais, tarso anterior com um dente tarsal diminuto. Asas anteriores com mais de 20 cerdas duplicadas.

Macho macróptero. Espécimes menores similares à fêmea. Machos maiores com cabeça mais longa e com laterais sinuosas; fêmur anterior robusto e com múltiplas projeções na margem interna, e com projeção posterior que parece interagir com uma série de reentrâncias nas coxas anteriores; dente tarsal reto e longo. Placas porosas ausentes.

Variação intraespecífica

Amplas variações de tamanho são comuns dentro de populações e entre populações. Machos muito pequenos podem apresentar redução ou mesmo ausência da “estrutura estridulatória” das pernas anteriores. Diferenças no desenvolvimento das cerdas dos fêmures anteriores e na coloração do antenômero III também são observadas (Mound & Marullo 1996).

Informações do gênero e espécies similares
Diceratothrips é um gênero com quase 20 espécies, com ocorrência na região Neotropical e sul dos Estados Unidos. Apresenta similaridades com espécies de Diplacothrips, mas pode ser diferenciado delas pela presença de suturas esternopleurais no metatórax. Machos de Anactinothrips e Diceratothrips apresentam uma adaptação única das pernas anteriores, com uma série de reentrâncias nas coxas e uma projeção posterior nos fêmures, que parecem servir como uma estrutura estridulatória ou para fixar as pernas em posição. Apesar desta estrutura única, ambos os gêneros parecem pertencer a diferentes linhagens evolutivas, e Diceratothrips pode ser distinguida de Anactinothrips por possuir suturas esternopleurais no metatórax, pelo pelta triangular, e pelas curtas cerdas no metanoto e laterais no abdômen. Diceratothrips bicornis, D. cornutus e D. robustus apresentam muitas similaridades morfológicas, sendo D. cornutus distinguida das demais pela presença de tubérculos na base das cerdas pré-ocelares. As outras duas espécies não são distinguidas de forma satisfatória, e podem representar um único táxon amplamente variável e distribuído.

Distribuição no mundo

Descrita do Brasil, e amplamente distribuída até o México.

Distribuição no Brasil

http://fauna.jbrj.gov.br/fauna/faunadobrasil/53516 

História de vida

Vive em folhas e galhos mortos, onde se alimenta de esporos de fungos.

Importância econômica

Sem registro. 

Referências sugeridas
Bagnall RS (1908) On some new genera and species of Thysanoptera. Transactions of the Natural History Society of Northumberland 3: 183–217.

Mound LA & Palmer JM (1983) The generic and tribal classification of spore-feeding Thysanoptera (Phlaeothripidae: Idolothripinae). Bulletin of the British Museum (Natural History). Entomology 46: 1–174. 

Mound LA & Marullo R (1996) The Thrips of Central and South America: An Introduction. Memoirs on Entomology, International 6: 1–488.


Publicado em: 08/01/2017
Postado por: Mariana Lindner

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