Os Tripes do Brasil
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Elaphrothrips propinquus

Elaphrothrips propinquus (Bagnall, 1910: 377).

Referência original: Bagnall RS (1910) A contribution towards a knowledge of the neotropical Thysanoptera. Journal of the Linnean Society Zoology 30: 369–387.

Família

Phlaeothripidae, Idolothripinae

Informações sobre nomenclatura

https://thrips.info/wiki/Elaphrothrips_propinquus 

Diagnose

Macho macróptero; coloração do corpo majoritariamente castanho-escura, tíbias e tarsos amarelados; antenômeros I–II castanho-escuros, III–IV amarelos com ápice castanho, V–VI castanhos com base amarela, VII–VIII castanho-escuros. Antena com 8 segmentos, antenômeros III com 2 e IV com 2 cones sensoriais, III mais longo que os demais segmentos. Cabeça mais longa que larga, fortemente projetada à frente dos olhos; superfície dorsal apenas com um par de cerdas ocelares bem desenvolvido; laterais com cerdas robustas e curtas; olhos grandes, não projetados ventralmente; estiletes maxilares distantes entre si. Pronoto com 5 pares de cerdas bem desenvolvidas, apenas os pares epimeral e posteroangular são longos; proesterno com basantra presente. Metanoto reticulado, com um par de cerdas medianas curtas. Metatórax com suturas esternopleurais ausentes. Pelta reticulado, triangular e largo, ângulos basais curvados para cima. Abdômen esculturado, tergitos II–VII com 2 pares de cerdas retentoras de asas e múltiplas cerdas acessórias menores.Esternitos abdominais sem placas porosas. Tubo quase cilíndrico, pouco menos de 5x mais longo que a largura basal, sem cerdas laterais. Pernas anteriores robustas, com múltiplas cerdas, tarso anterior com dente tarsal grande.

Fêmea desconhecida.

Variação intraespecífica

Desconhecida.

Informações do gênero e espécies similares

Elaphrothrips é o maior gênero em número de espécies dentro de Idolothripinae, com quase 150 espécies amplamente distribuídas pelas regiões tropicais e subtropicais. São tripes em geral grandes e escuros, distinguidos de outros Idolothripinae brasileiros (exceto Saurothrips) por possuir dois pares de cerdas retentoras das asas nos tergitos abdominais; em espécimes maiores, múltiplas cerdas acessórias podem estar presentes além das duas retentoras principais. Além disso, apresentam cabeça alongada, cerda ocelar principal posterior ao ocelo anterior, basantra presente, e tubo mais curto que a cabeça, sem cerdas laterais. Muitas espécies apresentam ampla variação morfológica associada ao tamanho, desenvolvimento das asas e sexo, que dificulta a distinção entre espécies; e é possível que muitas espécies do gênero sejam futuramente identificadas como sinonímias.

Distribuição no mundo

Descrita da Venezuela e registrada no Brasil.

Distribuição no Brasil

http://fauna.jbrj.gov.br/fauna/faunadobrasil/73493 

História de vida

Vive em folhas mortas, onde se alimenta de esporos de fungos.

Importância econômica

Sem registro.

Referências sugeridas
Bagnall RS (1910) A contribution towards a knowledge of the neotropical Thysanoptera. Journal of the Linnean Society Zoology 30: 369–387.
Palmer JM & Mound LA (1978) Nine genera of fungus-feeding Phlaeothripidae (Thysanoptera) from the Oriental Region. Bulletin of the British Museum (Natural History). Entomology 37: 153-215.

Mound LA & Palmer JM (1983) The generic and tribal classification of spore-feeding Thysanoptera (Phlaeothripidae: Idolothripinae). Bulletin of the British Museum (Natural History). Entomology 46: 1–174. 


Publicado em: 11/01/2017
Postado por: Mariana Lindner

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