Gastrothrips mandiocae (Moulton, 1941: 321).
Referência original: Moulton D (1941) Thysanoptera from Minas Geraes, Brazil (second paper). Revista de Entomologia 12: 314–322.
Família
Phlaeothripidae, Idolothripinae
Informações sobre nomenclatura
https://thrips.info/wiki/Gastrothrips_mandiocae
Diagnose
Fêmea macróptera; coloração do corpo majoritariamente castanha, tíbias anteriores e todos os tarsos mais claros; antenômero II castanho com ápice mais claro, III amarelo, fracamente sombreado na metade apical, demais segmentos castanhos; asas hialinas, fracamente sombreadas na base e na venação. Antena com 8 segmentos, antenômeros III com 2 e IV com 3 cones sensoriais.Cabeça mais longa que larga, superfície dorsal com fracas linhas transversais de esculturação, margens laterais paralelas; cerdas pós-ocelares mais de 2x mais longas que o diâmetro de um ocelo, quase tão longas quanto as pós-oculares; estiletes maxilares em formato de V, distantes um do outro mais da metade da largura da cabeça, estendendo-se até quase a base da cerda pós-ocular. Pronoto com 5 pares de cerdas bem desenvolvidas, pares anteromarginal e anteroangular com comprimento mediano, pares meiolateral, epimeral e posteroangular mais longos.Metanoto fracamente reticulado, com um par de cerdas medianas robustas. Metatórax com suturas esternopleurais presentes. Pelta triangular, com projeções laterais na base, reticulado; abdômen praticamente sem esculturação, tergitos II–VII com 1 par de cerdas retentoras de asas. Tubo cilíndrico, constrito no ápice, cerca de 2,9x mais longo que a largura basal, sem cerdas laterais. Pernas similares em aparência, tarso anterior com dente tarsal. Asas anteriores com cerca de 10 cerdas duplicadas.
Macho não estudado.
Variação intraespecífica
Alguns espécimes podem apresentar a cerda pós-ocelar mais curta.
Informações do gênero e espécies similares
Gastrothrips é um gênero com quase 40 espécies e ampla distribuição pelas regiões tropicais do mundo, mas especialmente nos Neotrópicos. Há uma ampla variação morfológica dentro deste grupo, e é possível que algumas formas representem linhagens evolutivas distintas. As espécies de Gastrothrips se distinguem dos outros Idolothripinae brasileiros por possuírem apenas três cones sensoriais curtos no antenômero IV, enquanto o resto da subfamília geralmente apresenta 4 cones neste segmento antenal. Além disso, espécies de Gastrothrips possuem suturas esternopleurais do metatórax, pelta em geral triangular com projeções basais, e tubo relativamente curto, frequentemente constrito no ápice. Gastrothrips mandiocae é única entre as espécies brasileiras do gênero por possuir cerdas pós-ocelares muito longas e segmento antenal III quase totalmente amarelo, visivelmente mais claro que os demais antenômeros. Uma chave para algumas espécies de Gastrothrips (incluindo as registradas no Brasil) está disponível em Mound (1974).
Distribuição no mundo
Descrita do Brasil e registrada na Argentina e Paraguai.
Distribuição no Brasil
http://fauna.jbrj.gov.br/fauna/faunadobrasil/61628
História de vida
Vive em folhas e galhos mortos, onde se alimenta de esporos de fungos.
Importância econômica
Sem registro.
Referências sugeridas
Moulton D (1941) Thysanoptera from Minas Geraes, Brazil (second paper). Revista de Entomologia 12: 314–322.
Mound LA (1974) The Nesothrips complex of spore-feeding Thysanoptera (Phlaeothripidae: Idolothripinae). Bulletin of the British Museum (Natural History) Entomology 31: 109–188.
Mound LA & Palmer JM (1983) The generic and tribal classification of spore-feeding Thysanoptera (Phlaeothripidae: Idolothripinae). Bulletin of the British Museum (Natural History). Entomology 46: 1–174.
Mound LA & Marullo R (1996) The Thrips of Central and South America: An Introduction. Memoirs on Entomology, International 6: 1–488.
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