Fêmea macróptera; coloração do corpo majoritariamente castanho-escura, quase preta, com o tubo mais escuro medialmente; ápices dos fêmures, tarsos medianos e posteriores mais claros, tíbias anteriores amareladas mas escurecidas com castanho, tarsos anteriores amarelos; antenômero I castanho-escuro com base mais clara, II castanho-escuro com ápice amarelado, III castanho com pedicelo amarelo, IV–VIII quase pretos; asas fracamente tingidas com castanho-claro, com base escurecida. Antena com 8 segmentos, antenômeros III com 2 e IV com 3 cones sensoriais; antenômero VIII alongado e fino, constrito basalmente. Cabeça mais longa que larga, constrita na base, e ligeiramente projetada à frente dos olhos; fraca esculturação lateralmente; apenas as cerdas pós-oculares são longas, demais cerdas dorsais (incluindo ocelar) e laterais curtas. Pronoto quase liso, com algumas linhas de esculturação ao longo da margem posterior; com 5 pares de cerdas bem desenvolvidas, par anteromarginal mais curto, pares epimeral e posteroangular mais longos. Metatórax com suturas esternopleurais presentes. Pelta sem projeções laterais na base. Tergitos abdominais II–VII com 1 par de cerdas retentoras de asas. Tubo cilíndrico, sem constrição apical, cerca de 2x mais longo que a largura basal, sem cerdas laterais. Pernas similares em aparência, tarso anterior sem dente tarsal. Asas anteriores com cerca de 5 a 8cerdas duplicadas.
Macho não estudado.
Variação intraespecífica
Desconhecida.
Informações do gênero e espécies similares
Gastrothrips é um gênero com quase 40 espécies e ampla distribuição pelas regiões tropicais do mundo, mas especialmente nos Neotrópicos. Há uma ampla variação morfológica dentro deste grupo, e é possível que algumas formas representem linhagens evolutivas distintas. As espécies de Gastrothrips se distinguem dos outros Idolothripinae brasileiros por possuírem apenas três cones sensoriais curtos no antenômero IV, enquanto o resto da subfamília geralmente apresenta 4 cones neste segmento antenal. Além disso, espécies de Gastrothrips possuem suturas esternopleurais do metatórax, pelta em geral triangular com projeções basais, e tubo relativamente curto, frequentemente constrito no ápice. Gastrothrips procerus difere das outras espécies brasileiras do gênero por possuir um tubo sem esculturação, com margens retas e sem constrição apical. Uma chave para algumas espécies de Gastrothrips (incluindo as registradas no Brasil) está disponível em Mound (1974).