Fêmea macróptera; coloração do corpo majoritariamente castanha, com cabeça e tubo mais escuros e segmentos abdominais basais mais claros; antenômero I castanho-escuro, II castanho com ápice amarelo, III amarelo com terço apical castanho-claro, IV castanho com base amarelada, V–VIII castanho-escuros; asas anteriores hialinas, escurecidas na base. Antena com 8 segmentos, antenômeros III com 2 e IV com 4 cones sensoriais. Cabeça mais longa que larga, ligeiramente constrita na base; superfície dorsal com fracas linhas de esculturação lateralmente, cerdas pós-ocelar e pós-ocular muito longas, demais cerdas da cabeça curtas; estiletes maxilares com formato de V, distantes um do outro cerca de metade da largura da cabeça, estendendo-se quase até a base da cerda pós-ocular. Pronoto com 4 pares de cerdas bem desenvolvidas, par anteromarginal curto, pares epimeral e posteroangular mais longos; proesterno com basantra presente. Metanoto fracamente esculturado medialmente, com um par de cerdas medianas curtas. Metatórax com suturas esternopleurais presentes. Pelta largo, com projeções laterais na base, reticulado; tergitos abdominais II–VII com 1 par de cerdas retentoras de asas sigmoides. Tubo quase cilíndrico, constrito no ápice, cerca de 2,8x mais longo que a largura basal, com poucas cerdas laterais diminutas. Pernas anteriores robustas, tarso anterior com dente tarsal. Asas anteriores com cerca de 20 cerdas duplicadas.
Macho macróptero. Aparência similar à da fêmea mas menor. Placas porosas ausentes.
Variação intraespecífica
Desconhecida.
Informações do gênero e espécies similares
Neosmerinthothrips é um gênero com 24 espécies, com ocorrência nas regiões tropicais e Austrália. As espécies possuem suturas esternopleurais do metatórax bem desenvolvidas, e um tubo robusto de margens convexas, comparável ao visto em espécies de Acallurothrips e Pygothrips. Neosmerinthothrips é diferenciado de Acallurothrips por possuir os antenômeros VII e VIII claramente distintos e o tubo não tão robusto, e de Pygothrips por possuir os estiletes maxilares distantes entre si, com formato de V. Neosmerinthothrips hamiltoni é única entre as espécies brasileiras do gênero por possuir o par de cerdas pós-ocelares muito longo, estendendo-se quase até o ápice do antenômero II. Uma chave para algumas das espécies de Neosmerinthothrips, incluindo a maioria das espécies brasileiras, está disponível em Mound (1974).