Fêmea macróptera; coloração do corpo castanho-escura, mais escura na cabeça e segmentos abdominais distais, com tubo quase preto; pernas castanhas, tarsos anteriores e ápices dos fêmures amarelos; antenômeros I–II amarelados, III castanho-escuro com extrema base amarelada, IV–VIII castanho-escuros; asas tingidas com castanho, mais escuras na base, com linha mediana escura. Antena com 8 segmentos, mas VII e VIII parcialmente fusionados em uma única unidade; antenômeros III com 2 cones sensoriais. Cabeça mais longa que larga, margens laterais retas e paralelas entre si; olhos pequenos mas bem desenvolvidos, par de cerdas pós-ocular bem desenvolvido, demais cerdas da cabeça diminutas; estiletes maxilares longos e próximos entre si. Pronoto com 5 pares de cerdas bem desenvolvidas, pares epimeral e posteroangular mais longos. Metatórax com suturas esternopleurais presentes. Tergitos abdominais II–VII com 1 par de cerdas retentoras de asas. Tubo cônico, fortemente constrito até o ápice, cerca de 1,5x mais longo que a largura basal, margens laterais serradas com algumas cerdas diminutas. Pernas anteriores ligeiramente mais robustas que as demais, tarso anterior com dente tarsal robusto. Asas anteriores sem cerdas duplicadas.
Macho não estudado.
Variação intraespecífica
Desconhecida.
Informações do gênero e espécies similares
Pygothrips é um gênero com quase 20 espécies distribuídas pelos trópicos. Espécies deste gênero apresentam os esternitos abdominais mais longos que os tergitos e um tubo cônico muito robusto, como visto em Acallurothrips e Phacothrips. Estas características parecem estar associadas a um comportamento defensivo de erguer o abdômen sobre o corpo, comum nos três gêneros; mas Pygothrips não é proximamente relacionada aos outros dois grupos, sendo distinguido pelos estiletes maxilares próximos entre si dentro da cabeça. Pygothrips longiceps difere de P. callipygus por possuir tubo quase preto; e de P. magnicada pelo tubo mais longo, cerca de 1,5x mais longo que a base, e antenômero III quase totalmente castanho-escuro. Uma chave para as espécies Neotropicais de Pygothrips está disponível em Mound & Marullo (1996).
Distribuição no mundo
Descrita do Brasil e registrada na Argentina e México.