Os Tripes do Brasil
Identificação, Informações, Novidades

Zactinothrips elegans

Zactinothrips elegans Hood, 1936: 447.

Referência original: Hood JD (1936) Studies in Neotropical Thysanoptera II. Revista de Entomologia 6: 424–460.

Família

Phlaeothripidae, Idolothripinae

Informações sobre nomenclatura

https://thrips.info/wiki/Zactinothrips_elegans 

Diagnose

Fêmea macróptera; coloração do corpo majoritariamente castanho-escura. Antena com 8 segmentos, antenômeros III com 2 e IV com 4 cones sensoriais principais, além de múltiplos cones sensoriais diminutos nos antenômeros III a V. Cabeça mais longa que larga, projetada à frente dos olhos, margens laterais ligeiramente sinuosas; cerdas pós-oculares longas, cerdas ocelares curtas; margens laterais com dois pares de cerdas longas e robustas e várias cerdas mais curtas e finas, um par de tubérculos presente lateroventralmente. Proesterno com basantra ausente. Metatórax com suturas esternopleurais ausentes. Segmento abdominal I com um par de cerdas presente em escleritos laterais isolados do pelta. Tubo cilíndrico e longo, com múltiplas cerdas laterais. Asas anteriores com cerdas duplicadas.

Macho macróptero. Aparência similar à da fêmea, tarsos anteriores com dente tarsal. Placas porosas ausentes.

Variação intraespecífica

Diversas características parecem ser influenciadas pelo tamanho ou sexo do indivíduo, como coloração da antena (mais clara em espécimes menores); número de cones sensoriais diminutos na antena (menor quantidade em espécimes menores e/ou fêmeas); esculturação no metanoto (mais fraca ou parcialmente ausente em espécimes menores). O desenvolvimento do par de cerdas meiolateral no pronoto e o tamanho do dente tarsal em machos também difere entre indivíduos.

Informações do gênero e espécies similares

Zactinothrips é um gênero com apenas duas espécies, registradas em alguns países das Américas Central e do Sul. Ambas as espécies apresentam ampla variação morfológica associada ao tamanho, e é possível que representem um único táxon altamente variável. Zactinothrips é proximamente relacionado a Actinothrips, e ambos os gêneros compartilham características como cabeça longa com dois pares de cerdas robustas lateralmente, ausência de basantra e das suturas esternopleurais do metatórax, tubo longo com múltiplas cerdas lateralmente. Zactinothrips é único entre os gêneros de Idolothripinae do Brasil, por possuir múltiplos cones sensoriais diminutos dorsalmente e ventralmente nos segmentos antenais III e IV, especialmente nos machos. As duas espécies de Zactinothrips são diferenciadas principalmente pela coloração do segmento antenal III: amarelado com o terço apical castanho-escuro em Z. elegans, amarelado com o terço apical não escurecido em Z. modestus.

Distribuição no mundo

Descrita do Peru, e registrada no Brasil e Costa Rica.

Distribuição no Brasil

http://fauna.jbrj.gov.br/fauna/faunadobrasil/48192 

História de vida

Vive em folhas e galhos mortos, onde se alimenta de esporos de fungos.

Importância econômica

Sem registro.

Referências sugeridas
Hood JD (1936) Studies in Neotropical Thysanoptera II. Revista de Entomologia 6: 424–460.

Mound LA & Palmer JM (1983) The generic and tribal classification of spore-feeding Thysanoptera (Phlaeothripidae: Idolothripinae). Bulletin of the British Museum (Natural History). Entomology 46: 1–174. 

Mound LA & Marullo R (1996) The Thrips of Central and South America: An Introduction. Memoirs on Entomology, International 6: 1–488. 


Publicado em: 13/01/2017
Postado por: Mariana Lindner

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