Fêmea macróptera; coloração do corpo majoritariamente castanha; fêmures anteriores brancos, tíbias anteriores castanho-claras, pernas posteriores castanhas; antenômeros IV–VI amarelos. Antena com 8 segmentos, antenômeros III com 2 e IV com 2 cones sensoriais, III mais curto que o IV; antenômeros basais com cerdas robustas e capitadas dorsalmente: I e II com uma, III e IV com duas cerdas cada. Cabeça mais longa que larga, esculturação dorsal transversalmente estriada; 2 pares de cerdas dorsais capitadas e robustas, par mediano cerca de 0,67x tão longo quanto o par pós-ocular, posicionado atrás e distante deste; estiletes maxilares distantes entre si. Proesterno com basantra ausente. Metatórax com suturas esternopleurais ausentes. Pelta inteiro e largo, com um par de cerdas lateralmente; tergito abdominal II com 2 pares de cerdas laterais bem desenvolvidas, III com 2 pares; II–VII com 1 par de cerdas retentoras de asas. Tubo longo, com múltiplas cerdas laterais. Pernas similares em aparência, tarso anterior sem dente tarsal. Asas anteriores sem cerdas duplicadas.
Macho macróptero e similar à fêmea, pernas anteriores sem dente tarsal. Placas porosas ausentes.
Variação intraespecífica
Desconhecida.
Informações do gênero e espécies similares
Zeugmatothrips é um gênero com quase 20 espécies, distribuídas pelas florestas tropicais das Américas. Apresenta uma série de características incomuns, que ajudam a diferenciar este gênero de outros Idolothripinae: antena com cerdas dorsais robustas e capitadas nos segmentos basais, antenômero III mais curto que o IV; cabeça mais longa que larga, com as cerdas dorsais medianas robustas e capitadas, frequentemente tão longas quanto as cerdas pós-oculares; dente tarsal ausente tanto em machos quanto em fêmeas; asas anteriores sem cerdas duplicadas; tubo longo com múltiplas cerdas laterais. Zeugmatothrips bispinosus é muito similar a Z. priesneri em diversos aspectos, mas pode ser diferenciada desta pela coloração das pernas, especialmente o fêmur posterior castanho em vez de branco.Uma chave para as espécies de Zeugmatothrips está disponível em Mound & Palmer (1986).
Distribuição no mundo
Descrita do Peru e registrada no Brasil.
Distribuição no Brasil
Pará (Mound & Palmer 1986).
História de vida
Encontrada principalmente em florestas tropicais, onde vive em folhas mortas grandes, alimentando-se de esporos de fungos.
Importância econômica
Sem registro.
Referências sugeridas Hood JD (1936) Studies on Neotropical Thysanoptera V. Revista de Entomologia 7: 486–530.