Os Tripes do Brasil
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Zeugmatothrips bispinosus

Zeugmatothrips bispinosus Hood, 1936: 527.

Referência original: Hood JD (1936) Studies on Neotropical Thysanoptera V. Revista de Entomologia 7: 486–530.

Família

Phlaeothripidae, Idolothripinae

Informações sobre nomenclatura

https://thrips.info/wiki/Zeugmatothrips_bispinosus 

Diagnose

Fêmea macróptera; coloração do corpo majoritariamente castanha; fêmures anteriores brancos, tíbias anteriores castanho-claras, pernas posteriores castanhas; antenômeros IV–VI amarelos. Antena com 8 segmentos, antenômeros III com 2 e IV com 2 cones sensoriais, III mais curto que o IV; antenômeros basais com cerdas robustas e capitadas dorsalmente: I e II com uma, III e IV com duas cerdas cada. Cabeça mais longa que larga, esculturação dorsal transversalmente estriada; 2 pares de cerdas dorsais capitadas e robustas, par mediano cerca de 0,67x tão longo quanto o par pós-ocular, posicionado atrás e distante deste; estiletes maxilares distantes entre si. Proesterno com basantra ausente. Metatórax com suturas esternopleurais ausentes. Pelta inteiro e largo, com um par de cerdas lateralmente; tergito abdominal II com 2 pares de cerdas laterais bem desenvolvidas, III com 2 pares; II–VII com 1 par de cerdas retentoras de asas. Tubo longo, com múltiplas cerdas laterais. Pernas similares em aparência, tarso anterior sem dente tarsal. Asas anteriores sem cerdas duplicadas.

Macho macróptero e similar à fêmea, pernas anteriores sem dente tarsal. Placas porosas ausentes.

Variação intraespecífica

Desconhecida.

Informações do gênero e espécies similares

Zeugmatothrips é um gênero com quase 20 espécies, distribuídas pelas florestas tropicais das Américas. Apresenta uma série de características incomuns, que ajudam a diferenciar este gênero de outros Idolothripinae: antena com cerdas dorsais robustas e capitadas nos segmentos basais, antenômero III mais curto que o IV; cabeça mais longa que larga, com as cerdas dorsais medianas robustas e capitadas, frequentemente tão longas quanto as cerdas pós-oculares; dente tarsal ausente tanto em machos quanto em fêmeas; asas anteriores sem cerdas duplicadas; tubo longo com múltiplas cerdas laterais. Zeugmatothrips bispinosus é muito similar a Z. priesneri em diversos aspectos, mas pode ser diferenciada desta pela coloração das pernas, especialmente o fêmur posterior castanho em vez de branco.Uma chave para as espécies de Zeugmatothrips está disponível em Mound & Palmer (1986).

Distribuição no mundo

Descrita do Peru e registrada no Brasil.

Distribuição no Brasil

Pará (Mound & Palmer 1986).

História de vida

Encontrada principalmente em florestas tropicais, onde vive em folhas mortas grandes, alimentando-se de esporos de fungos. 

Importância econômica

Sem registro.

Referências sugeridas
Hood JD (1936) Studies on Neotropical Thysanoptera V. Revista de Entomologia 7: 486–530.

Mound LA & Palmer JM (1983) The generic and tribal classification of spore-feeding Thysanoptera (Phlaeothripidae: Idolothripinae). Bulletin of the British Museum (Natural History). Entomology 46: 1–174. 

Mound LA & Palmer JM (1986) Patterns of speciation in Neotropical spore-feeding thrips of the genus Zeugmatothrips. Amazoniana 9: 581–594. 


Publicado em: 15/01/2017
Postado por: Mariana Lindner

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