Fêmea macróptera; coloração do corpo majoritariamente castanho-escura, cabeça ligeiramente mais clara e abdômen quase preto; pernas amarelas com tarsos ligeiramente mais escuros; antenômeros I–II e VII–VIII castanho-escuros, III–V amarelos, VI amarelo basalmente e escurecido com castanho apicalmente; asas amareladas, escurecidas basal- e apicalmente, com linha mediana castanha. Antena com 8 segmentos, antenômeros III com 2 e IV com 2cones sensoriais, III mais curto que o IV; antenômeros basais com cerdas robustas e capitadas dorsalmente: I com uma, II–IV com duas cerdas cada. Cabeça mais longa que larga, esculturação dorsal reticulada; 2 pares de cerdas dorsais capitadas e robustas, par mediano aproximadamente 0,75x tão longo quanto o par pós-ocular e posicionado quase na mesma linha deste; estiletes maxilares distantes entre si. Pronoto com 5 pares de cerdas longas, robustas e capitadas, pares anteroangular e epimeral mais longos; proesterno com basantra ausente. Metanoto reticulado, com um par de cerdas medianas longas e robustas. Metatórax com suturas esternopleurais ausentes. Pelta largo e semicircular, reticulado, com duas placas menores laterais com uma longa cerda capitada em cada; tergito abdominal II com 2 pares de cerdas laterais bem desenvolvidas, III com 3 pares; tergitos II–VII com 1 par de cerdas retentoras de asas. Tubo quase cilíndrico, constrito apicalmente, cerca de 5,1x mais longo que a largura basal, com múltiplas cerdas laterais. Pernas similares em aparência, com múltiplas cerdas, algumas robustas e capitadas; tarso anterior sem dente tarsal. Asas anteriores sem cerdas duplicadas.
Macho macróptero e similar à fêmea, pernas anteriores sem dente tarsal. Placas porosas ausentes.
Variação intraespecífica
Desconhecida.
Informações do gênero e espécies similares
Zeugmatothrips é um gênero com quase 20 espécies, distribuídas pelas florestas tropicais das Américas. Apresenta uma série de características incomuns, que ajudam a diferenciar este gênero de outros Idolothripinae: antena com cerdas dorsais robustas e capitadas nos segmentos basais, antenômero III mais curto que o IV; cabeça mais longa que larga, com as cerdas dorsais medianas robustas e capitadas, frequentemente tão longas quanto as cerdas pós-oculares; dente tarsal ausente tanto em machos quanto em fêmeas; asas anteriores sem cerdas duplicadas; tubo longo com múltiplas cerdas laterais. Zeugmatothrips peltatus é única entre as espécies brasileiras do gênero, por possuir um pelta dividido cuja placa mediana é semi-circular, sem projeções laterais na base; e o par de cerdas dorsal mediano da cabeça é relativamente longo e quase na mesma linha das cerdas pós-oculares. Uma chave para as espécies de Zeugmatothrips está disponível em Mound & Palmer (1986).