Os Tripes do Brasil
Identificação, Informações, Novidades

Thrips australis

Thrips australis (Bagnall, 1915: 592).

Referência original: Bagnall RS (1915) Brief descriptions of new Thysanoptera VI. Annals and Magazine of Natural History (8)15: 588–597.

 

Família 

Thripidae, Thripinae

 

Informações sobre nomenclatura

http://thrips.info/wiki/Thrips_australis

 

Diagnose

Corpo bicolorido, pernas amarelas mas pterotórax e tergitos abdominais I–VIII com área castanha mediana, tergitos IX–X uniformemente castanhos; segmento antenal I claro, II–III escurecidos, IV–VII amplamente castanhos; asas anteriores claras a escurecidas, com cerdas escuras. Cabeça com dois pares de cerdas ocelares; par III curto e situado próximo ao ocelo anterior. Antenas com 7 segmentos, III & IV com cones sensoriais bifurcados; VI com “formato de bala”. Pronoto retangular e com dois pares de cerdas posteroangulares moderadamente longas; cerdas anteroangulares e anteromarginais diminutas. Espínula mesotorácica longa; espínula metatorácica ausente. Metanoto reticulado; sensilas campaniformes presentes; dois pares de cerdas longas e robustas, par mediano situado atrás da margem anterior. Tarsos com dois segmentos. Asas anteriores com as duas fileiras de cerdas essencialmente completas e próximas entre si, primeira fileira com uma pequena lacuna mediana. Tergito abdominal II com quatro cerdas marginais laterais, as duas cerdas anteriores de mesmo tamanho; V–VIII com ctenídia nas laterais, ctenídia no VIII posteromedialmente aos espiráculos; margem posterior do tergito VIII com um pente incompleto medialmente mas com algumas microtríquias lateralmente; pleurotergitos sem fileiras de microtríquias finas e comumente com mais de cinco cerdas discais. Esternitos com muitas cerdas discais, três no esternito II mas cerca de 30 no esternito VII. Ambos os sexos macrópteros.

 

Machos mais claros, usualmente sem marcas castanhas e com placas porosas transversais nos esternitos abdominais III–VII.

 

Variação intraespecífica

Coloração e tamanho variáveis, de indivíduos grandes e castanhos a pequenos e amarelos.

 

Informações do gênero e espécies similares

Thrips é o maior gênero dentre os Terebrantia, composto por mais de 280 espécies descritas. Este grupo é primariamente da região Holártica e dos trópicos do Velho Mundo, com todos os membros não possuindo o par I de cerdas ocelares, e com o ctenídia no tergito abdominal VIII posteromedialmente aos espiráculos. Thrips australis é característico por possuir corpo bicolorido, asas anteriores com ambas as fileiras de cerdas essencialmente completas, e pente de microtríquias na margem posterior do tergito VIII incompleto. Uma chave para quatro espécies de Thrips registradas no Brasil é provida por Monteiro et al. (2001).

 

Distribuição no mundo

Originária da Austrália, atualmente é amplamente distribuída ao redor do mundo.

 

Distribuição no Brasil*

Amplamente distribuída: Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

*Dados da literatura e dos autores.

 

História de vida

Vive em flores, particularmente em árvores da família Myrtaceae. No Brasil é frequentemente encontrado em flores de Eucalyptus.

 

Importância econômica

Sem registro.

 

Referências sugeridas

Nakahara S (1994) The genus Thrips Linnaeus (Thysanoptera: Thripidae) of the New World. Technical Bulletin. United States Department of Agriculture 1822: 1–183. 

Mound LA & Masumoto M (2005) The genus Thrips (Thysanoptera, Thripidae) in Australia, New Caledonia And New Zealand. Zootaxa 1020: 1–64.

Monteiro RC; Mound LA & Zucchi RA (2001) Espécies de Thrips (Thysanoptera: Thripidae) no Brasil. Neotropical Entomology 30(1): 61–63.


Publicado em: 17/06/2017
Postado por: Adriano

Galeria de fotos:

Atendimento


Brasil, Rio Grande do Sul, Rio Grande

Campus Carreiros: Av. Itália km 8

Bairro Carreiros



(51) 9812-37076


cavalleri_adriano@yahoo.com.br

Curta nossa Fan Page

Thysanoptera © Todos Direitos Reservados 2022

Facebook Instagram Linkedin

Hostche - Criação de Sites