Diagnose Corpo bicolorido; cabeça amarela medialmente, castanha lateralmente e no triângulo ocelar; pronoto longitudinalmente listrado com amarelo e castanho; meso e metanoto principalmente amarelos, com castanho na porção anterior do mesonoto e sub-laterais do metanoto; abdômen principalmente amarelo quase branco, com manchas castanhas ovais medialmente nos tergitos II–IX. Antenas majoritariamente castanhas, com base dos segmentos I e III–V e ápice dos segmentos II–III mais claras; pernas amarelas; asas anteriores uniformemente castanhas com mancha pálida sub-basal. Cabeça com esculturação estriada, formando alguns retículos alongados na região posterior, região ocelar sem esculturação; três pares de cerdas ocelares presentes. Antena com 9 segmentos, III & IV com cones sensoriais bifurcados. Pronoto estriado transversalmente; um único par de cerdas posteroangulares longas. Endofurcas meso e metatorácicas com espínula. Metanoto quase totalmente reticulado, retículos transversalmente alongados na região anteromediana, sem marcas internas; sensilas campaniformes ausentes; dois pares de cerdas robustas. Primeira fileira de cerdas das asas anteriores amplamente incompleta, segunda fileira completa, com cerdas próximas entre si. Tergitos abdominais II–VII com várias linhas de esculturação lateralmente; II–VII com um par de cerdas medianas longas e próximas entre si; II–VI com pente posteromarginal de microtríquias incompleto, VII–VIII com pente completo. Esternitos com três pares de cerdas longas localizadas à frente da margem posterior.
Macho desconhecido.
Variação intraespecífica Sem registro.
Informações do gênero e espécies similares Este gênero neotropical é composto por dez espécies, todas com antenas com nove segmentos antenais e placa porosa dos machos localizada na área antecostal do esternito abdominal III. Enneothrips atlanticus se distingue das outras espécies do gênero por possuir metafurca com espínula e abdômen quase branco, com manchas ovais castanhas nos tergitos. Uma chave para as espécies de Enneothrips está disponível em Vieira et al. (2024).