Os Tripes do Brasil
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Stephanothrips uvarovi

Stephanothrips uvarovi Faure, 1954: 152. 

Referência original: Faure JC (1954) South African Thysanoptera - 2. Journal of the Entomological Society of South Africa 17: 145–166. 

Família
Phlaeothripidae, Phlaeothripinae

Informações sobre nomenclatura
https://thrips.info/wiki/Stephanothrips_uvarovi 

Diagnose
Fêmea áptera; coloração do corpo principalmente castanha, mais escura na cabeça; região posterior do pronoto e tubo amarelos, trocânteres, base dos fêmures, ápice das tíbias e todos os tarsos amarelos; segmentos antenais medianos amarelos. Antena com 4 unidades distintas, antenômeros III–V totalmente fusionados em uma unidade, bem como os antenômeros VI–VIII; antenômero III com 4 cones sensoriais. Cabeça mais longa que larga, superfície dorsal coberta por tubérculos, margem anterior com dois pares de cerdas longas, robustas e capitadas; olhos reduzidos a cerca de 10 omatídeos ou menos; estiletes maxilares próximos entre si, estendendo-se até a altura dos olhos. Pronoto coberto por tubérculos com cerdas; com um par de cerdas epimerais bem desenvolvidas; prosterno sem basantra. Metanoto coberto por tubérculos. Abdômen coberto por tubérculos com cerdas, tergitos III–VIII com um par de cerdas robustas e capitadas nos ângulos posteriores; segmento abdominal IX mais que duas vezes mais longo que o segmento VIII, tubo tão ou mais longo que a cabeça e com cerdas anais muito mais longas que o tubo. Pernas similares em aparência, coberta por tubérculos com cerdas, tarso anterior sem dente tarsal ou hâmus robusto, tarsos medianos e posteriores com um segmento. 

Macho áptero; aparência similar à da fêmea mas menor.

Variação intraespecífica
Alguns espécimes podem apresentar as pernas e região mediana do abdômen mais clara que o descrito acima; segmento abdominal IX pode variar de castanho a amarelo.

Informações do gênero e espécies similares
Stephanothrips é um gênero com quase 50 espécies distribuídas em diversas partes do mundo, mas apenas duas delas são registradas no Brasil. Apresentam corpo característico, coberto por tubérculos; com tergito abdominal IX mais de duas vezes mais longo que o tergito VIII, e tubo extremamente delgado, usualmente tão ou mais longo que a cabeça; múltiplos antenômeros são fusionados, de modo que a antena parece ter apenas 4 ou 5 unidades distintas. Stephanothrips uvarovi é distinguida da outra espécie brasileira, S. occidentalis, por não possuir um hâmus robusto e ter os segmentos antenais VI–VIII totalmente fusionados, enquanto em S. occidentalis o antenômero VI é distinto.

Distribuição no mundo
Descrita da África do Sul, recentemente registrada no Brasil (Mound, Lima & O’Donnel 2023).

Distribuição no Brasil
http://fauna.jbrj.gov.br/fauna/faunadobrasil/221124 

História de vida
Encontrada em galhos mortos, onde se alimenta de fungos.

Importância econômica
Sem registro.

Referências sugeridas
Faure JC (1954) South African Thysanoptera - 2. Journal of the Entomological Society of South Africa 17: 145–166. 

Mound LA, Lima EFB & O’Donnell CA (2023) What is a genus—interpreting structural diversity among species of urothripine Phlaeothripinae (Thysanoptera). Zootaxa, 5319 (1), 91–102. 


Publicado em: 18/10/2025
Postado por: Mariana Lindner

Galeria de fotos:

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