Diagnose Fêmea áptera; coloração do corpo principalmente castanha, mais escura na cabeça; região posterior do pronoto e tubo amarelos, trocânteres, base dos fêmures, ápice das tíbias e todos os tarsos amarelos; segmentos antenais medianos amarelos. Antena com 4 unidades distintas, antenômeros III–V totalmente fusionados em uma unidade, bem como os antenômeros VI–VIII; antenômero III com 4 cones sensoriais. Cabeça mais longa que larga, superfície dorsal coberta por tubérculos, margem anterior com dois pares de cerdas longas, robustas e capitadas; olhos reduzidos a cerca de 10 omatídeos ou menos; estiletes maxilares próximos entre si, estendendo-se até a altura dos olhos. Pronoto coberto por tubérculos com cerdas; com um par de cerdas epimerais bem desenvolvidas; prosterno sem basantra. Metanoto coberto por tubérculos. Abdômen coberto por tubérculos com cerdas, tergitos III–VIII com um par de cerdas robustas e capitadas nos ângulos posteriores; segmento abdominal IX mais que duas vezes mais longo que o segmento VIII, tubo tão ou mais longo que a cabeça e com cerdas anais muito mais longas que o tubo. Pernas similares em aparência, coberta por tubérculos com cerdas, tarso anterior sem dente tarsal ou hâmus robusto, tarsos medianos e posteriores com um segmento.
Macho áptero; aparência similar à da fêmea mas menor.
Variação intraespecífica Alguns espécimes podem apresentar as pernas e região mediana do abdômen mais clara que o descrito acima; segmento abdominal IX pode variar de castanho a amarelo.
Informações do gênero e espécies similares Stephanothrips é um gênero com quase 50 espécies distribuídas em diversas partes do mundo, mas apenas duas delas são registradas no Brasil. Apresentam corpo característico, coberto por tubérculos; com tergito abdominal IX mais de duas vezes mais longo que o tergito VIII, e tubo extremamente delgado, usualmente tão ou mais longo que a cabeça; múltiplos antenômeros são fusionados, de modo que a antena parece ter apenas 4 ou 5 unidades distintas. Stephanothrips uvarovi é distinguida da outra espécie brasileira, S. occidentalis, por não possuir um hâmus robusto e ter os segmentos antenais VI–VIII totalmente fusionados, enquanto em S. occidentalis o antenômero VI é distinto.
Distribuição no mundo Descrita da África do Sul, recentemente registrada no Brasil (Mound, Lima & O’Donnel 2023).