Os Tripes do Brasil
Identificação, Informações, Novidades

Importância econômica

 

Cerca de 1% do total das espécies de Thysanoptera, a maioria Thripidae, são consideradas pragas em diversos tipos de plantas cultivadas (Lewis 1973, Mound & Teulon 1995, Mound & Marullo 1996). Os tripes promovem danos diretos, por destruírem os tecidos da planta ao succionar o fluido vegetal, e danos indiretos, pois através das lacerações tissulares uma série de patógenos, como fungos, bactérias e vírus, podem penetrar no vegetal (Bournier 1970). Certas espécies de tisanópteros, como algumas pertencentes aos gêneros Frankliniella, Thrips e Scirtothrips, são transmissoras de viroses do gênero Tospovirus, que provocam, muitas vezes, prejuízos para a agricultura (Mound & Marullo 1996, Mound & Kibby 1998).

 

Dentre as plantas cultivadas atacadas por tripes no Brasil, podemos destacar: amendoim, algodão, cebola, tomate, citros, entre outras (Buzzi & Miyazaki 1999). Gallo et al. (2002) aponta Thrips tabaci Lindeman, 1889, como sendo a principal praga da cultura da cebola (Allium cepa L.). No amendoinzeiro (Arachis hypogaea L.) Enneothrips flavens (Moulton, 1941) é a praga chave desta cultura, sendo todo o programa de manejo direcionado em seu controle (Lima 1997).

 

O controle de tripes nos diferentes cultivos tem sido um desafio para os produtores, e o emprego de estratégias de manejo integrado é recomendado. O monitoramento é o primeiro passo para um controle efetivo, devendo ser realizado batendo a folhagem e/ou as flores sobre uma superfície branca (papel ou bandeja). A identificação correta da espécie causadora dos danos é crucial, lembrando que, especialmente no período de floração, várias espécies de tripes podem se alimentar na mesma planta ao mesmo tempo. A principal ferramenta de controle de tripes ainda tem sido o controle químico. Os principais inseticidas empregados para o controle destes insetos no Brasil são o cloridrato de formetanato, spinosad, piretroides e neonicotinoides. Existem diversas preocupações quando se emprega um manejo que tem como base a aplicação de inseticidas, principalmente quando os tripes ocorrem na floração, devido ao possível efeito secundário dos produtos sobre os polinizadores. Como a maioria dos inseticidas que controlam os tripes são de amplo espectro (pouco seletivos), é comum observar efeitos secundários sobre inimigos naturais (ácaros predadores, joaninhas, neuroptéros etc.), resultando na ocorrência de pragas secundárias como os ácaros fitófagos.

 

Como medidas alternativas ao controle químico, destacam-se:

a) Manejar as plantas hospedeiras localizadas dentro e/ou nas bordas do cultivo, de maneira que o fim do ciclo não coincida com períodos de maior suscetibilidade do cultivo, evitando elevadas infestações em fases críticas;

b) Empregar placas adesivas azuis e amarelas;

c) Controle biológico aplicado, com o emprego de predadores como Orius e/ou fungos entomopatogênicos;

d) Uso de telas finas que evitem a entrada de tripes em cultivos protegidos.


Publicado em: 11/10/2016
Postado por: Adriano
Tags: Pragas, controle, Tospovirus
Vídeos:
Frankliniella occidentalis: o tripes-californiano-das-flores

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