Elaphrothrips amazonicus Johansen, 1979: 95.
Família
Phlaeothripidae, Idolothripinae
Informações sobre nomenclatura
https://thrips.info/wiki/Elaphrothrips_amazonicus
Diagnose
Fêmea macróptera; coloração do corpo majoritariamente castanho-escura, ápices das tíbias e todos os tarsos castanho-claros; antenômeros I–II castanho-escuros, III castanho-amarelado com ápice castanho, IV–VIII castanho-escuros; asas amareladas com linha mediana escura. Antena com 8 segmentos, antenômeros III com 2 e IV com 3 cones sensoriais. III muito mais longo que os demais segmentos. Cabeça mais longa que larga, margens laterais sinuosas, com longa projeção à frente dos olhos; superfície dorsal com dois pares de cerdas longas (ocelar e postocular), cerdas pós-ocelares e medianas curtas ou ausentes; laterais com cerdas robustas e curtas; olhos grandes, não projetados ventralmente. Pronoto com 3 pares de cerdas longas, pares anteromarginal e anteroangular com tamanho semelhante às cerdas discais; proesterno com basantra presente. Metatórax com suturas esternopleurais ausentes. Pelta reticulado, triangular e largo, ângulos basais curvados para cima. Tergitos abdominais II–VII com 2 pares de cerdas retentoras de asas e múltiplas cerdas acessórias menores; cerdas maiores do tergito IX ligeiramente mais longas que o tubo. Tubo cônico, pouco mais de 3x mais longo que a largura basal, sem cerdas laterais. Pernas similares em aparência, com múltiplas cerdas longas, tarso anterior sem dente tarsal. Asas anteriores com cerca de 70 cerdas duplicadas.
Macho não estudado.
Variação intraespecífica
Desconhecida.
Informações do gênero e espécies similares
Elaphrothrips é o maior gênero em número de espécies dentro de Idolothripinae, com quase 150 espécies amplamente distribuídas pelas regiões tropicais e subtropicais. São tripes em geral grandes e escuros, distinguidos de outros Idolothripinae brasileiros (exceto Saurothrips) por possuir dois pares de cerdas retentoras das asas nos tergitos abdominais; em espécimes maiores, múltiplas cerdas acessórias podem estar presentes além das duas retentoras principais. Além disso, apresentam cabeça alongada, cerda ocelar principal posterior ao ocelo anterior, basantra presente, e tubo mais curto que a cabeça, sem cerdas laterais. Muitas espécies apresentam ampla variação morfológica associada ao tamanho, desenvolvimento das asas e sexo, que dificulta a distinção entre espécies; e é possível que muitas espécies do gênero sejam futuramente identificadas como sinonímias.
Elaphrothrips amazonicus é uma das poucas espécies brasileiras do gênero que apresenta a projeção da cabeça anterior aos olhos mais longa que larga, junto com E. gracilis, E. nitidus e E. schotti. É diferenciada de E. gracilis e E. nitidus pelo maior tamanho, com as fêmeas chegando a quase 100 mm de comprimento quando distendidas; pelo pronoto quase sem esculturação; e por possuir cerca de 70 cerdas duplicadas em casa asa anterior, enquanto as outras duas espécies possuem cerca de 50 destas cerdas.
Distribuição no mundo
Descrita do Peru e registrada no Brasil.
Distribuição no Brasil
http://fauna.jbrj.gov.br/fauna/faunadobrasil/69854
História de vida
Vive em folhas mortas, onde se alimenta de esporos de fungos.
Importância econômica
Sem registro.
Referências sugeridas
Johansen RM (1983) El genero Elaphrothrips Buffa, 1909 (Thysanoptera: Phlaeothripidae) en el continente Americano; su sistematica, evolucion, biogeografia y biologia. Monogr. Instituto de Biologia de la Universidad Nacional Autónoma de Mexico 1: 1-267.
Atendimento
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