Fêmea macróptera;asas anteriores com linha mediana escura. Antena com 8 segmentos. Cabeça reticulada dorsalmente, com olhos grandes; laterais curvas, mais largas que a região dos olhos, e com múltiplos tubérculos; estiletes maxilares próximos entre si. Proesterno sem basantra. Metanoto com esculturação reticulada. Abdômen com uma reentrância longitudinal mediana na região dorsal, tergitos II–VII com 3 pares de cerdas retentoras de asas achatadas. Tubo com cerdas anais longas. Pernas anteriores robustas, fêmur anterior com tubérculo, tarso anterior com dente tarsal. Asas anteriores largas na base mas afiladas nos três quartos apicais, com cerdas duplicadas.
Macho macróptero. Placa porosa presente no esternito abdominal VIII.
Variação intraespecífica
Desconhecida.
Informações do gênero e espécies similares
Neurothrips é um gênero com seis espécies distribuídas pelos neotrópicos. É caracterizado pela presença de uma reentrância longitudinal no abdômen, que serve para o posicionamento das asas quando relaxadas sobre o corpo; e três pares de cerdas retentoras das asas contornando tal reentrância. Além disso, o corpo é coberto por esculturação reticulada, o cone bucal é longo, e as cerdas anais do tubo são incomumente longas. Neurothrips allopterus difere das outras espécies brasileiras do gênero por possuir cerdas duplicadas nas asas, e fêmures anteriores com um tubérculo.Uma chave para as espécies de Neurothrips está disponível em Mound & Marullo (1996).
Distribuição no mundo
Descrita do Peru. Registrada no Brasil.
Distribuição no Brasil
Rio Grande do Sul (coleção FURG).
História de vida
Vive em galhos e folhas mortos, onde provavelmente se alimenta de fungos.
Importância econômica
Sem registro.
Referências sugeridas
Hood JD (1938) Studies in Neotropical Thysanoptera VI. Revista de Entomologia 8: 161–187.
Mound LA & Marullo R (1996) The Thrips of Central and South America: An Introduction. Memoirs on Entomology, International 6: 1–488.