Os Tripes do Brasil
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Anaphothrips sudanensis

Anaphothrips sudanensis Trybom, 1911: 1.

Referência original: Trybom F (1911) Physapoden aus Ägypten und dem Sudan. pp 1–16 in Results of the Swedish Zoological Expedition to Egypt and the White Nile (1900-1901) under the direction of L.A.Jagerskiold Pt IV.

 

Família

Thripidae, Thripinae

 

Informações sobre nomenclatura

http://thrips.info/wiki/Anaphothrips_sudanensis

 

Diagnose

Corpo fortemente bicolorido, extensivamente castanho-escuro com os segmentos abdominais III–V (ou VI) amarelos; pernas amarelas; segmentos antenais I–II & V–VIII castanhos, III–IV amarelos; asas anteriores claras com uma faixa sub-basal escura. Cabeça levemente projetada à frente dos olhos e com três pares de cerdas ocelares; par III curto e situado fora do triângulo ocelar. Antena com 8 segmentos, III & IV com cones sensoriais bifurcados. Pronoto fracamente esculturado e sem cerdas longas. Espínula mesotorácica longa; espínula metatorácica ausente. Metanoto irregularmente reticulado; sensilas campaniformes presentes ou ausentes; dois pares de cerdas, par mediano distante da margem anterior. Tarsos com dois segmentos. Asas anteriores com as duas fileiras de cerdas incompletas. Tergitos abdominais frequentemente com pequenas microtríquias denteadas sobre as linhas de esculturação na região lateral; esculturação não se estendendo medialmente à cerda S2; tergitos com microtríquias denteadas na margem posterolateral; margem posterior no tergito VIII com um pente completo de microtríquias. Esternito VII com o par de cerdas medianas situado à frente da margem posterior. Fêmeas macrópteras ou micrópteras, machos sempre micrópteros.

Machos normalmente extensivamente amarelos; tergito IX com dois pares de cerdas similares a espinhos; esternitos abdominais III–VIII com grandes placas porosas em formato de C.

 

Variação intraespecífica

Coloração do corpo variável; segmentos antenais I–II às vezes amarelos. Fêmeas micrópteras não possuem ocelos.

 

Informações do gênero e espécies similares

O gênero Anaphothrips é composto por cerca de 80 espécies, mas nenhuma delas parece ser nativa dos Neotrópicos. Membros desse grupo não possuem cerdas longas na cabeça e no pronoto, e muitas espécies claramente possuem antenas com 9 segmentos, enquanto outras possuem 8 segmentos, como em A. sudanensis. Mas várias espécies apresentam uma condição intermediária, aonde o segmento IV possui uma sutura transversal parcial e frequentemente oblíqua, como na outra espécie registrada para os Neotrópicos, A. obscurus. Anaphothrips sudanensis é também característica pelo corpo fortemente bicolorido das fêmeas.

 

Distribuição no mundo

Descrita das Filipinas, atualmente encontra-se amplamente distribuída na Ásia. É também registrada para a Austrália, América Central e Caribe, e no continente Africano.

 

Distribuição no Brasil

Ainda não registrada, mas é possível que ocorra no norte do Brasil.

 

História de vida

Vive em diversas gramíneas, comumente encontrada nas axilas foliares.

 

Importância econômica

Às vezes registrada como uma praga de menor importância em diversas plantações de cereais.

 

Referências sugeridas

Mound LA & Marullo R (1996) The Thrips of Central and South America: An Introduction. Memoirs on Entomology, International 6: 1–488.

Mound LA & Masumoto M (2009) Australian Thripinae of the Anaphothrips genus-group (Thysanoptera), with three new genera and thirty-three new species. Zootaxa 2042: 1–76.


Publicado em: 27/12/2016
Postado por: Adriano

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