Os Tripes do Brasil
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Compsothrips bicolor

Compsothrips bicolor Priesner, 1921: 213.

Referência original: Priesner H (1921) Neue und wenig bekannte Thysanopteren der neotropischen Fauna aus der Sammlung des Berliner Zoologischen Museums. Deutsche entomologische Zeitung 1921: 187–223.

Família

Phlaeothripidae, Idolothripinae

Informações sobre nomenclatura

https://thrips.info/wiki/Compsothrips_bicolor 

Diagnose

Macho áptero; corpo bicolorido, com cabeça castanho-escura com base amarela, tórax castanho-claro, pelta quase branco, segmentos abdominais II–X castanho-escuros; pernas majoritariamente castanhas, exceto pelas coxas, tarsos e tíbias anteriores, que são mais claras e amareladas; antenômeros I–II castanho-claros, III quase branco, IV castanho-claro basalmente e castanho apicalmente, V–VIII castanho-escuros. Antena com 8 segmentos, antenômeroIV com 2 cones sensoriais. Cabeça mais longa que larga, fracamente constrita na base, superfície dorsal reticulada à frente dos olhos e basalmente; olhos alongados ventralmente, ocelos ausentes; estiletes maxilares distantes entre si mais de meia largura da cabeça, estendendo-se até metade da cabeça. Pronoto com 4 pares de cerdas bem desenvolvidas mas curtas, par meiolateral muito curto; proesterno com basantra presente. Meso- e metatórax constritos lateralmente. Metanoto com esculturação formando um padrão concêntrico, estriado medialmente e reticulado próximo às margens anterior e posterior; dois pares de cerdas curtas presentes, um mediano e um lateral. Metatórax com suturas esternopleurais presentes e longas.Pelta quase trapezoidal, com reticulação irregular posteriormente; tergitos II–VII sem cerdas retentoras de asas. Esternitos abdominais sem placa porosa. Tubo com margens retas, cerca de 1,7x mais longo que a largura basal, sem cerdas laterais. Pernas anteriores robustas, tarso anterior com dente tarsal grande. 

Fêmea áptera. Aparência similar à dos machos, mas com pernas anteriores semelhantes às demais e dente tarsal menor.

Variação intraespecífica

Desconhecida.

Informações do gênero e espécies similares

Compsothrips é um gênero composto por 26 espécies, com distribuição ampla pelos trópicos. Os membros deste gênero são mímicos de formigas, com o corpo constrito medialmente e asas ausentes. Além disso, apresentam cabeça em geral alongada, antenas com 8 segmentos, basantra e suturas esternopleurais do metatórax presentes, abdômen robusto com tubo curto. O antenômero IV apresenta apenas dois cones sensoriais, em contraste com os 4 cones sensoriais mais comumente vistos em Idolothripinae neste segmento. Compsothrips bicolor se distingue de C. brasiliensis por possuir o corpo bicolorido; de C. graminis por não possuir manchas claras nas laterais do segmento abdominal V; e de C. hoodi por ter o metanoto estriado medialmente.

Distribuição no mundo

Descrita do Paraguai e registrada no Brasil.

Distribuição no Brasil

http://fauna.jbrj.gov.br/fauna/faunadobrasil/43393 

História de vida

Vive no folhiço e solo, onde se alimenta de esporos de fungos. Mimetiza formigas.

Importância econômica

Sem registro.

Referências sugeridas
Priesner H (1921) Neue und wenig bekannte Thysanopteren der neotropischen Fauna aus der Sammlung des Berliner Zoologischen Museums. Deutsche entomologische Zeitung 1921: 187–223.

Mound LA & Palmer JM (1983) The generic and tribal classification of spore-feeding Thysanoptera (Phlaeothripidae: Idolothripinae). Bulletin of the British Museum (Natural History). Entomology 46: 1–174. 

Mound LA & Marullo R (1996) The Thrips of Central and South America: An Introduction. Memoirs on Entomology, International 6: 1–488. 


Publicado em: 05/01/2017
Postado por: Mariana Lindner

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