Os Tripes do Brasil
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Compsothrips graminis

Compsothrips graminis (Hood, 1936: 265).

Referência original: Hood JD (1936) Studies in Neotropical Thysanoptera I. Revista de Entomologia 6: 248–279.

Família

Phlaeothripidae, Idolothripinae

Informações sobre nomenclatura

https://thrips.info/wiki/Compsothrips_graminis 

Diagnose

Macho áptero; corpo bicolorido, com cabeça castanho-escura com base amarela, e tórax, pernas e pelta amarelos a castanho-claros; segmentos abdominais II–X majoritariamente castanho-escuros, mas segmento V usualmente com duas manchas claras lateralmente; antenômeros I–II e IV castanho-claros, III amarelo, V–VIII castanho-escuros. Antena com 8 segmentos, antenômero IV com 2 cones sensoriais; V e VI com pequeno tubérculo no ápice. Cabeça mais longa que larga, fracamente constrita na base, superfície dorsal reticulada à frente dos olhos e basalmente; olhos alongados ventralmente, ocelos ausentes; estiletes maxilares distantes entre si mais de meia largura da cabeça, estendendo-se até metade da cabeça. Pronoto com 4 pares de cerdas bem desenvolvidas mas curtas, proesterno com basantra presente. Meso- e metatórax constritos lateralmente. Metanoto longitudinalmente reticulado, quase formando estrias medialmente, com um par de cerdas medianas curtas. Metatórax com suturas esternopleurais presentes e longas. Pelta quase trapezoidal, com reticulação irregular posteriormente. Esternitos abdominais sem placa porosa. Tubo com margens retas, cerca de 1,5x mais longo que a largura basal, sem cerdas laterais. Pernas anteriores um pouco mais robustas que as demais, tarso anterior com dente tarsal. 

Fêmea não estudada.

Variação intraespecífica

A coloração e tamanho do segmento antenal IV parece variar entre espécimes (Mound & Marullo 1996).

Informações do gênero e espécies similares

Compsothrips é um gênero composto por 26 espécies, com distribuição ampla pelos trópicos. Os membros deste gênero são mímicos de formigas, com o corpo constrito medialmente e asas ausentes. Além disso, apresentam cabeça em geral alongada, antenas com 8 segmentos, basantra e suturas esternopleurais do metatórax presentes, abdômen robusto com tubo curto. O antenômero IV apresenta apenas dois cones sensoriais, em contraste com os 4 cones sensoriais mais comumente vistos em Idolothripinae neste segmento. Compsothrips graminis se distingue de C. bicolor e de C. hoodi por possuir manchas claras lateralmente no segmento abdominal V; e de C. brasiliensis por possuir o corpo bicolorido.

Distribuição no mundo

Descrita de Trinidad e Tobago e registrada na Argentina, Brasil, Panamá e Paraguai.

Distribuição no Brasil
http://fauna.jbrj.gov.br/fauna/faunadobrasil/32934 

História de vida

Vive no folhiço e solo, onde se alimenta de esporos de fungos. Mimetiza formigas.

Importância econômica

Sem registro. 

Referências sugeridas
Hood JD (1936) Studies in Neotropical Thysanoptera I. Revista de Entomologia 6: 248–279.

Mound LA & Palmer JM (1983) The generic and tribal classification of spore-feeding Thysanoptera (Phlaeothripidae: Idolothripinae). Bulletin of the British Museum (Natural History). Entomology 46: 1–174. 

Mound LA & Marullo R (1996) The Thrips of Central and South America: An Introduction. Memoirs on Entomology, International 6: 1–488. 


Publicado em: 05/01/2017
Postado por: Mariana Lindner

Galeria de fotos:

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