Elaphrothrips brasiliensis Johansen, 1979: 104.
Família
Phlaeothripidae, Idolothripinae
Informações sobre nomenclatura
https://thrips.info/wiki/Elaphrothrips_brasiliensis
Diagnose
Macho macróptero; coloração do corpo majoritariamente castanho-escura; pernas castanho-escuras, com todos os trocânteres e tarsos, tíbias anteriores e extrema base e ápices das demais tíbias e fêmures amarelos; antenômeros I castanho escuro, II castanho-escuro com ápice amarelo, III amarelo com extremo ápice castanho-escuro, IV–V amarelos basalmente e castanho-escuros apicalmente, VI–VIII castanho-escuros; asas amareladas, com linha mediana escura. Antena com 8 segmentos, antenômeros III com 2 e IV com 3 cones sensoriais; III mais longo que os demais segmentos. Cabeça mais longa que larga, margens laterais paralelas, um pouco projetada à frente dos olhos; superfície dorsal com apenas o par de cerdas ocelares longo, demais cerdas curtas; laterais com cerdas robustas e curtas; olhos grandes, não projetados ventralmente. Pronoto reticulado, com 3 pares de cerdas longas, pares anteromarginal e anteroangular com tamanho semelhante às cerdas discais; proesterno com basantra presente. Metatórax com suturas esternopleurais ausentes. Pelta reticulado, triangular e largo, ângulos basais curvados para cima. Tergitos abdominais II–VII com 2 pares de cerdas retentoras de asas e múltiplas cerdas acessórias menores; cerdas maiores do tergito IX tão ou ligeiramente mais longas que o tubo. Tubo cônico, cerca de 3x mais longo que a largura basal, sem cerdas laterais. Pernas anteriores mais robustas que as demais, com múltiplas cerdas, tarso anterior com dente tarsal. Asas anteriores com cerca de 30 cerdas duplicadas.
Fêmea não estudada.
Variação intraespecífica
Desconhecida.
Informações do gênero e espécies similares
Elaphrothrips é o maior gênero em número de espécies dentro de Idolothripinae, com quase 150 espécies amplamente distribuídas pelas regiões tropicais e subtropicais. São tripes em geral grandes e escuros, distinguidos de outros Idolothripinae brasileiros (exceto Saurothrips) por possuir dois pares de cerdas retentoras das asas nos tergitos abdominais; em espécimes maiores, múltiplas cerdas acessórias podem estar presentes além das duas retentoras principais. Além disso, apresentam cabeça alongada, cerda ocelar principal posterior ao ocelo anterior, basantra presente, e tubo mais curto que a cabeça, sem cerdas laterais. Muitas espécies apresentam ampla variação morfológica associada ao tamanho, desenvolvimento das asas e sexo, que dificulta a distinção entre espécies; e é possível que muitas espécies do gênero sejam futuramente identificadas como sinonímias.
Elaphrothrips brasiliensis parece estar entre as menores espécies do gênero no Brasil, com o macho holótipo medindo apenas 5 milímetros de comprimento quando completamente distendido; além disso, possui cerca de 30 cerdas duplicadas nas asas, enquanto as outras espécies geralmente possuem 40 ou mais destas cerdas. Outras características relevantes desta espécie são o antenômero IV com 3 cones sensoriais, pronoto reticulado com as cerdas da margem anterior muito reduzidas, e machos com as cerdas pós-oculares reduzidas ou ausentes.
Distribuição no mundo
Descrita do Brasil.
Distribuição no Brasil
http://fauna.jbrj.gov.br/fauna/faunadobrasil/72497
História de vida
Vive em folhas mortas, onde se alimenta de esporos de fungos.
Importância econômica
Sem registro.
Referências sugeridas
Johansen RM (1979) Seis nuevas especies de Elaphrothrips Buffa, 1909 (Thysanoptera: Phlaeothripidae) de Brasil Y Peru. Anales del Instituto de Biologia. Universidad Nacional de Mexico 49 [1978]: 95–114.Palmer JM & Mound LA (1978) Nine genera of fungus-feeding Phlaeothripidae (Thysanoptera) from the Oriental Region. Bulletin of the British Museum (Natural History). Entomology 37: 153-215.
Johansen RM (1983) El genero Elaphrothrips Buffa, 1909 (Thysanoptera: Phlaeothripidae) en el continente Americano; su sistematica, evolucion, biogeografia y biologia. Monogr. Instituto de Biologia de la Universidad Nacional Autónoma de Mexico 1: 1-267.
Atendimento
Brasil, Rio Grande do Sul, Rio Grande
Campus Carreiros: Av. Itália km 8
Bairro Carreiros
Mapa do site


