Os Tripes do Brasil
Identificação, Informações, Novidades

Holopothrips molzi

Holopothrips molzi Lindner, Mendonça & Cavalleri, 2016: 141. 

Referência original: Lindner MF, Mendonça Jr MS, Cavalleri A (2016) Holopothrips molzi sp.n. (Thysanoptera, Phlaeothripidae): natural history and interactions in Myrtaceae galls. Zootaxa 4114(2): 139–148 https://doi.org/10.11646/zootaxa.4114.2.3 

Família

Phlaeothripidae, Phlaeothripinae

Informações sobre nomenclatura

http://thrips.info/wiki/Holopothrips_molzi 

Diagnose

Corpo majoritariamente castanho, com tubo mais escuro medialmente, tíbias anteriores e todos os tarsos amarelos; antenômero I castanho, II castanho basalmente e amarelo apicalmente, III–VI amarelos, gradativamente mais escurecidos com castanho apicalmente, VII–VIII castanho-amarelados; asas anteriores pálidas sem linha mediana escura. Cabeça 1,1–1,5x mais longa que a maior largura, laterais ligeiramente arredondadas; cerda pós-ocular curta, com ápice pontiagudo; estiletes maxilares com formato de V, separados um do outro cerca de metade da largura da cabeça; cone bucal curto e arredondado. Antenas com 8 antenômeros, III–IV com 2 cones sensoriais cada. Pronoto com fracas linhas de esculturação próximo às margens, suturas notopleurais incompletas; apenas os dois pares de cerdas epimerais alongados, demais pares curtos e com ápices arredondados, par anteromarginal reduzido ou ausente. Mesonoto reticulado transversalmente, sem marcas internas. Metanoto com 2 pares de cerdas medianas curtas; esculturação com reticulação longitudinalmente alongada, sem marcas internas. Asas anteriores com 7–12 cílios duplicados. Pelta com formato de sino, esculturação reticulada e sem marcas internas. Tergitos abdominais II–VII com três pares de cerdas retentoras das asas. Ambos os sexos macrópteros.

Fêmeas apresentam espermateca com formato de S. Machos são ligeiramente menores, e não possuem placas porosas.

Variação intraespecífica

Sem registro.

Informações do gênero e espécies similares

Holopothrips é um gênero com cerca de 60 espécies conhecidas, de distribuição quase exclusivamente neotropical. Diversas espécies deste gênero possuem associação com galhas, como indutores ou invasores, em plantas de diversas famílias. A maioria das espécies de Holopothrips possuem três pares de cerdas retentoras das asas nos tergitos II–VII, machos com placas porosas complexas e frequentemente em esternitos além do VIII, e fêmeas com espermateca visível. Cerca de 40 espécies do gênero foram descritas do Brasil ou registradas no país. Holopothrips molzi é uma das poucas espécies do gênero cujos machos não possuem placas porosas em nenhum esternito. Além disso, apresenta redução no número de cones sensoriais nos antenômeros III e IV (apenas dois, em vez dos três comumente observados no gênero), as principais cerdas do corpo são relativamente curtas, e o pronoto possui dois pares de cerdas epimerais. Uma chave de identificação para as espécies de Holopothrips está disponível em Lindner et al. 2018.

Distribuição no mundo

Descrita do Rio Grande do Sul, Brasil. 

Distribuição no Brasil

http://fauna.jbrj.gov.br/fauna/faunadobrasil/192931

História de vida

Espécie galhadora em Myrcia guianensis (Myrtaceae). 

Importância econômica

Sem registro.

Referências sugeridas

Lindner MF, Mendonça Jr MS, Cavalleri A (2016) Holopothrips molzi sp.n. (Thysanoptera, Phlaeothripidae): natural history and interactions in Myrtaceae galls. Zootaxa 4114(2): 139–148 https://doi.org/10.11646/zootaxa.4114.2.3 

Lindner MF, Ferrari A, Mound LA, Cavalleri A (2018) Holopothrips diversity—a Neotropical genus of gall-inducing insects (Thysanoptera, Phlaeothripidae). Zootaxa 4494(1): 001–099.


Publicado em: 22/05/2018
Postado por: Mariana Lindner

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