Os Tripes do Brasil
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Actinothrips gargantua

Actinothrips gargantua de Santis, 1960: 57.

Referência original: de Santis L (1960) Un nuevo Tisanóptero gigante del Brasil. Actas y trabajos del Primer Congreso Sudamericano de Zoología 3: 57–60.

Família

Phlaeothripidae, Idolothripinae

Informações sobre nomenclatura

https://thrips.info/wiki/Actinothrips_gargantua 

Diagnose

Macho macróptero; coloração do corpo majoritariamente castanho-escura, abdômen quase preto, tarsos medianos e posteriores mais claros;antenômero I castanho-escuro, II castanho basalmente e mais claro apicalmente, demais antenômeros majoritariamente amarelados com ápices e bases escurecidos; asas quase hialinas, linha mediana castanho-escura. Antena com 8 segmentos, antenômeros III com 1 e IV com 2 cones sensoriais; antenômeros III–V extremamente alongados e em forma de clava. Cabeça mais longa que larga, estriada transversalmente; com um par de cerdas pós-oculares longas e dois pares de cerdas laterais robustas; margens laterais retas. Pronoto com 2 pares de cerdas bem desenvolvidas (anteroangular e epimeral), demais cerdas curtas; prosterno com basantra ausente. Mesonoto com esculturação poligonal irregular. Metanoto irregularmente reticulado, com um par de cerdas longas e robustas medialmente, e múltiplas cerdas curtas finas nos ângulos anteriores. Metatórax com suturas esternopleurais ausentes. Tergitos abdominais II–VII com 1 par de cerdas retentoras de asas. Placas porosas ausentes. Tubo cilíndrico, pouco mais de 8x mais longo que a largura basal, com múltiplas cerdas laterais. Pernas anteriores robustas; fêmur anterior com uma fileira de 3 cerdas apicalmente;  tarso anterior com dente tarsal grande. Asas anteriores com cerca de 53–58  cerdas duplicadas.

Fêmea desconhecida. 

Variação intraespecífica

Desconhecida.

Informações do gênero e espécies similares

Actinothrips é um gênero com 13 espécies, todas da região Neotropical. Faz parte de um grupo de gêneros de Idolothripinae que apresentam cabeça longa, projetada à frente dos olhos e com múltiplas cerdas longas, basantra fracamente desenvolvida ou ausente, suturas esternopleurais do metatórax ausentes, e tubo muito alongado, com múltiplas cerdas lateralmente. Machos de diversas espécies de Actinothrips apresentam grande variação morfológica, com formas menores e maiores; enquanto as fêmeas de diferentes táxons tendem a ser muito semelhantes, dificultando a distinção entre espécies. Machos de Actinothrips gargantua diferem de machos de A. bondari e A. trichaetus por possuírem um longo dente tarsal; e de A. femoralis e A. pedalis pela menor quantidade de cones sensoriais nos antenômeros III e IV, além de possuir apenas dois pares de cerdas pronotais mais longas.Uma chave para machos de algumas espécies de Actinothrips está disponível em Mound (1991).

Distribuição no mundo

Descrita do Brasil.

Distribuição no Brasil

http://fauna.jbrj.gov.br/fauna/faunadobrasil/51651

História de vida

Vive em folhas e galhos mortos, onde alimenta-se de esporos de fungos.

Importância econômica

Sem registro.

Referências sugeridas

de Santis L (1960) Un nuevo Tisanóptero gigante del Brasil. Actas y trabajos del Primer Congreso Sudamericano de Zoología 3: 57–60.

Mound LA & Palmer JM (1983) The generic and tribal classification of spore-feeding Thysanoptera (Phlaeothripidae: Idolothripinae). Bulletin of the British Museum (Natural History). Entomology 46: 1–174. 

Mound LA (1991) Secondary sexual character variation in male Actinothrips species (Insecta: Thysanoptera), and its probable significance in fighting behaviour. Journal of Natural History 25: 933–943. 


Publicado em: 04/01/2017
Postado por: Mariana Lindner

Galeria de fotos:

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