Elaphrothrips macateei Hood, 1955: 60.
Referência original: Hood JD (1955) Brasilian Thysanoptera VI. Revista Brasileira de Entomologia 4: 51–160.
Família
Phlaeothripidae, Idolothripinae
Informações sobre nomenclatura
https://thrips.info/wiki/Elaphrothrips_macateei
Diagnose
Fêmea macróptera; coloração do corpo castanho-escura, quase preta, com as junções das pernas, ápices das tíbias e tarsos ligeiramente mais claros; antena majoritariamente preta, o antenômero III castanho com base amarela e ápice quase preto; asas fracamente tingidas com castanho, com linha mediana escura. Antena com 8 segmentos, antenômero III mais longo que os demais; III com 2 e IV com 4 cones sensoriais. Cabeça mais longa que larga, projetada à frente dos olhos; superfície dorsal com dois pares de cerdas longas (ocelar e postocular), laterais com cerdas robustas e curtas; olhos grandes, não projetados ventralmente; estiletes maxilares distantes um do outro.Pronoto reticulado, com 5 pares de cerdas bem desenvolvidas, pares anteromarginal e anteroangular mais curtos que os demais; proesterno com basantra presente. Metatórax com suturas esternopleurais ausentes. Pelta triangular e largo, reticulado, com ângulos basais curvados para cima; tergitos II–VII com 2 pares de cerdas retentoras de asas e múltiplas cerdas acessórias menores; cerdas principais da margem posterior do tergito IX mais curtas que o tubo. Tubo cônico, mais de 9x mais longo que a largura basal, sem cerdas laterais. Pernas similares em aparência, fêmur anterior com múltiplas cerdas bem desenvolvidas, tarso anterior sem dente tarsal. Asas anteriores com cerca de 65 cerdas duplicadas.
Macho macróptero. Similar à fêmea em aparência e coloração, mas com pernas anteriores mais robustas e com um dente tarsal bem desenvolvido. Cerdas pós-oculares reduzidas a ausentes. Placas porosas ausentes.
Variação intraespecífica
Desconhecida.
Informações do gênero e espécies similares
Elaphrothrips é o maior gênero em número de espécies dentro de Idolothripinae, com quase 150 espécies amplamente distribuídas pelas regiões tropicais e subtropicais. São tripes em geral grandes e escuros, distinguidos de outros Idolothripinae brasileiros (exceto Saurothrips) por possuir dois pares de cerdas retentoras das asas nos tergitos abdominais; em espécimes maiores, múltiplas cerdas acessórias podem estar presentes além das duas retentoras principais. Além disso, apresentam cabeça alongada, cerda ocelar principal posterior ao ocelo anterior, basantra presente, e tubo mais curto que a cabeça, sem cerdas laterais. Muitas espécies apresentam ampla variação morfológica associada ao tamanho, desenvolvimento das asas e sexo, que dificulta a distinção entre espécies; e é possível que muitas espécies do gênero sejam futuramente identificadas como sinonímias.
Elaphrothrips macateei está entre as maiores espécies de Elaphrothrips registradas no Brasil, com fêmeas medindo cerca de 9 mm quando distendidas, e pelo menos um macho passando de 11 mm. Esta espécie apresenta 4 cones sensoriais no antenômero IV e cerdas posteromarginais do tergito abdominal IX muito mais curtas que o tubo. A cerda pós-ocular é reduzida ou ausente em machos.
Distribuição no mundo
Descrita do Brasil.
Distribuição no Brasil
http://fauna.jbrj.gov.br/fauna/faunadobrasil/47841
História de vida
Vive em folhas mortas, onde se alimenta de esporos de fungos.
Importância econômica
Sem registro.
Referências sugeridas
Hood JD (1955) Brasilian Thysanoptera VI. Revista Brasileira de Entomologia 4: 51–160
Johansen RM (1983) El genero Elaphrothrips Buffa, 1909 (Thysanoptera: Phlaeothripidae) en el continente Americano; su sistematica, evolucion, biogeografia y biologia. Monogr. Instituto de Biologia de la Universidad Nacional Autónoma de Mexico 1: 1-267.
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