Elaphrothrips nitidus (Bagnall, 1910: 372).
Referência original: Bagnall RS (1910) A contribution towards a knowledge of the neotropical Thysanoptera. Journal of the Linnean Society Zoology 30: 369–387.
Família
Phlaeothripidae, Idolothripinae
Informações sobre nomenclatura
https://thrips.info/wiki/Elaphrothrips_nitidus
Diagnose
Macho macróptero; coloração do corpo majoritariamente castanho-escura, quase preta, com tarsos ligeiramente mais claros. Cabeça mais longa que larga, com longa projeção à frente dos olhos; laterais com cerdas robustas e curtas; olhos grandes, não projetados ventralmente.Pronoto fortemente reticulado, com o par de cerdas epimeral provavelmente longo e o par posteromarginal mediano, demais cerdas curtas; proesterno com basantra presente. Metatórax com suturas esternopleurais ausentes. Pelta triangular e largo, reticulado, com projeções laterais inclinadas anteriormente; tergitos II–VII com 2 pares de cerdas retentoras de asas e múltiplas cerdas acessórias menores; cerdas posteriores do tergito IX mais longas que o tubo. Esternitos abdominais sem placas porosas. Tubo quase cilíndrico, cerca de 4x mais longo que a largura basal, sem cerdas laterais. Pernas anteriores robustas, fêmures anteriores com múltiplas cerdas e um tubérculo na margem externa, tarso anterior com dente tarsal grande. Asas anteriores com 48 cerdas duplicadas.
Espécie conhecida apenas de um exemplar macho, cujas antenas e diversas cerdas do corpo foram perdidas.
Variação intraespecífica
Desconhecida.
Informações do gênero e espécies similares
Elaphrothrips é o maior gênero em número de espécies dentro de Idolothripinae, com quase 150 espécies amplamente distribuídas pelas regiões tropicais e subtropicais. São tripes em geral grandes e escuros, distinguidos de outros Idolothripinae brasileiros (exceto Saurothrips) por possuir dois pares de cerdas retentoras das asas nos tergitos abdominais; em espécimes maiores, múltiplas cerdas acessórias podem estar presentes além das duas retentoras principais. Além disso, apresentam cabeça alongada, cerda ocelar principal posterior ao ocelo anterior, basantra presente, e tubo mais curto que a cabeça, sem cerdas laterais. Muitas espécies apresentam ampla variação morfológica associada ao tamanho, desenvolvimento das asas e sexo, que dificulta a distinção entre espécies; e é possível que muitas espécies do gênero sejam futuramente identificadas como sinonímias.
Elaphrothrips nitidus é uma das poucas espécies brasileiras do gênero que apresenta a projeção da cabeça anterior aos olhos mais longa que larga, junto com E. amazonicus, E. gracilis e E. schotti. É diferenciada de E. amazonicus pelo menor tamanho, pronoto reticulado, e menor quantidade de cerdas duplicadas nas asas anteriores. Porém, E. gracilis e E. nitidus não podem ser diferenciadas facilmente, sendo possível que E. gracilis represente a fêmea e E. nitidus o macho de uma mesma espécie.
Distribuição no mundo
Descrita do Brasil.
Distribuição no Brasil
http://fauna.jbrj.gov.br/fauna/faunadobrasil/69777
História de vida
Vive em folhas mortas, onde se alimenta de esporos de fungos.
Importância econômica
Sem registro.
Referências sugeridas
Johansen RM (1983) El genero Elaphrothrips Buffa, 1909 (Thysanoptera: Phlaeothripidae) en el continente Americano; su sistematica, evolucion, biogeografia y biologia. Monogr. Instituto de Biologia de la Universidad Nacional Autónoma de Mexico 1: 1-267.
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