Glyptothrips saltuarius (Hood, 1957: 165).
Referência original: Hood JD (1957) New Brazilian Thysanoptera. Proceedings of the Biological Society of Washington 70: 129–180.
Família
Phlaeothripidae, Phlaeothripinae
Informações sobre nomenclatura
http://thrips.info/wiki/Glyptothrips_saltuarius
Diagnose
Fêmea macróptera; coloração do corpo majoritariamente amarela, com tórax e tubo castanhos; antenômeros I–III amarelos, IV amarelo com metade apical tingida com castanho, V–VIII castanhos com base amarela; asas amareladas a castanho-claras, sem linha mediana escura. Antena com 8 segmentos, antenômeros basais com cerdas robustas e capitadas; III com 3 e IV com 4 cones sensoriais. Cabeça fortemente reticulada, cerca de 1,5 vezes mais longa que a maior largura; cerda pós-ocular muito mais curta que o comprimento do olho; margens laterais retas e constritas atrás dos olhos globosos; estiletes maxilares distantes um do outro. Pronoto reticulado, com 4 pares de cerdas bem desenvolvidas e capitadas, par anteromarginal reduzido ou ausente; proesterno com basantra. Meso- e metanoto fortemente reticulados. Pterotórax com um par de cerdas ventrolaterais robustas e capitadas em cada segmento. Pelta trapezoidal e reticulado; abdômen fortemente esculturado, tergitos II–VII com 2 pares de cerdas retentoras de asas. Tubo cônico, fracamente reticulado apenas na base e sem cerdas laterais, cerca de 2,8x mais longo que a largura basal. Pernas similares em aparência, tíbias sem tubérculos, tarso anterior com dente tarsal. Asas anteriores sem cerdas duplicadas.
Macho macróptero. Aparência similar à da fêmea, exceto pela cerda S2 do tergito abdominal IX mais curta. Placa porosa presente no esternito abdominal VIII, cobrindo quase todo o esternito.
Variação intraespecífica
Formas macróptera e micróptera registradas para a espécie. Espécimes micrópteros podem apresentar diferenças na coloração, formato do pelta, redução ou ausência dos ocelos e cerdas retentoras das asas, entre outros.
Informações do gênero e espécies similares
Glyptothrips é um gênero com 14 espécies válidas, com distribuição aparentemente disjunta entre as Américas do Norte e do Sul. Os membros deste gênero apresentam corpo fortemente reticulado, mas tubo usualmente liso; cabeça indentada atrás de olhos pequenos, globosos mas bem desenvolvidos; cerdas pós-oculares e pronotais principais (exceto o par anteromarginal) bem desenvolvidas e com ápices capitados; e a maioria das espécies possuem cerdas robustas e capitadas nos antenômeros basais e/ou região ventrolateral do pterotórax. Glyptothrips saltuarius é uma das três espécies do gênero com cabeça alongada (cerca de 1,5x mais longa que a maior largura), junto com G. divergens e G. longiceps; é diferenciada destas pelo formato do ápice da cerda S2 no tergito abdominal IX em fêmeas, dilatado em G. saltuarius mas agudo a arredondado nas outras duas espécies. Uma chave para as espécies de Glyptothrips registradas no Brasil está disponível em Lindner et al. (2023).
Distribuição no mundo
Descrita de Santa Catarina, Brasil.
Distribuição no Brasil
http://fauna.jbrj.gov.br/fauna/faunadobrasil/36056
História de vida
Vive no folhiço, onde provavelmente se alimenta de fungos.
Importância econômica
Sem registro.
Referências sugeridas
Mound LA (1977) Species diversity and the systematics of some New World leaf-litter Thysanoptera (Phlaeothripinae; Glyptothripini). Systematic Entomology 2: 225-244. DOI: https://doi.org/10.1111/j.1365-3113.1977.tb00371.x
Lindner MF, Ferrari A, Lima EFB & Cavalleri A (2023) Morphological identification of Glyptothrips species (Thysanoptera: Phlaeothripidae). Zootaxa 5375 (1): 031–057. DOI: https://doi.org/10.11646/zootaxa.5375.1.2
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