Holopothrips striatus Jorge, Cavalleri, Bedetti & Isaias, 2016: 175.
Referência original: Jorge NC, Cavalleri A, Bedetti CS, Isaias RM (2016) A new leaf-galling Holopothrips (Thysanoptera: Phlaeothripidae) and the structural alterations on Myrcia retorta (Myrtaceae). Zootaxa 4200 (1): 174–180. doi: https://doi.org/10.11646/zootaxa.4200.1.8
Família
Phlaeothripidae, Phlaeothripinae
Informações sobre nomenclatura
http://thrips.info/wiki/Holopothrips_striatus
Diagnose
Corpo majoritariamente castanho-escuro, com as tíbias anteriores, todos os tarsos e ápice do tubo mais claros; antenômero I da mesma cor que a cabeça, II castanho na base e amarelo no ápice, III amarelo, IV–VI amarelos na base e castanhos no ápice, gradativamente mais escurecidos, VII–VIII castanhos; asas pálidas com o clavus castanho. Cabeça cerca de 1,5x mais longa que larga, dorso com esculturação formada por fracas linhas transversais; cerda pós-ocular mais curta que o comprimento do olho, com ápice dilatado; estiletes maxilares paralelos, distantes um do outro cerca de 1/3 da largura da cabeça; cone bucal pontiagudo. Antenas com 8 antenômeros, III–IV com 3 cones sensoriais cada. Pronoto com fracas linhas de esculturação posteriormente, suturas notopleurais incompletas; par de cerdas anteromarginais reduzidas ao tamanho de cerdas discais; demais cerdas principais do pronoto bem desenvolvidas e capitadas, 1 par de cerdas na região epimeral. Mesonoto reticulado e sem marcas internas. Metanoto com 1–2 pares de cerdas discais anteriores e 1 par maior mediano; esculturação formada por estrias longitudinais, sem formar reticulações. Asas anteriores com cerca de 15 cílios duplicados. Pelta intermediário entre triangular e com formato de sino, com ápice pontiagudo e base ligeiramente projetada; esculturação reticulada e com marcas internas. Tergitos abdominais II–VII com três pares de cerdas retentoras das asas. Ambos os sexos macrópteros.
Fêmeas apresentam espermateca fina. Machos são ligeiramente menores, com placas porosas reticuladas nos esternitos VII–VIII: duas placas nos ângulos anteriores e duas placas laterais no esternito VII, duas placas anteroangulares e uma banda transversal mediana no esternito VIII.
Variação intraespecífica
Sem registro.
Informações do gênero e espécies similares
Holopothrips é um gênero com cerca de 60 espécies conhecidas, de distribuição quase exclusivamente neotropical. Diversas espécies deste gênero possuem associação com galhas, como indutores ou invasores, em plantas de diversas famílias. A maioria das espécies de Holopothrips possuem três pares de cerdas retentoras das asas nos tergitos II–VII, machos com placas porosas complexas e frequentemente em esternitos além do VIII, e fêmeas com espermateca visível. Cerca de 40 espécies do gênero foram descritas do Brasil ou registradas no país. Holopothrips striatus é uma espécie escura que apresenta o metanoto com esculturação inteiramente estriada, sem formar reticulações, assim como H. atlanticus, H. nigrisetis e H. nigrum. Holopothrips striatus difere destas três espécies por possuir apenas um par de cerdas epimerais no pronoto, e de H. atlanticus e H. nigrum pelos machos possuírem placas porosas nos esternitos VII–VIII. Uma chave de identificação para as espécies de Holopothrips está disponível em Lindner et al. 2018.
Distribuição no mundo
Descrita do Rio Grande do Sul, Brasil.
Distribuição no Brasil
http://fauna.jbrj.gov.br/fauna/faunadobrasil/193705
História de vida
Indutor de galhas em Myrcia retorta (Myrtaceae).
Importância econômica
Causa danos e prejuízos estéticos em Myrcia retorta, provocando dobramento e manchas marrons na folhas.
Referências sugeridas
Jorge NC, Cavalleri A, Bedetti CS, Isaias RM (2016) A new leaf-galling Holopothrips (Thysanoptera: Phlaeothripidae) and the structural alterations on Myrcia retorta (Myrtaceae). Zootaxa 4200 (1): 174–180. doi: https://doi.org/10.11646/zootaxa.4200.1.8
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