Referência original: Whetzel, HH (1923) Report of the plant pathologist for the period January 1st to May 31st,1922. Reports Board and Deptartment of Agriculture, Bermuda, 1922: 28–32.
Corpo castanho-escuro, tarsos amarelos, tíbias variáveis mas amarelas pelo menos no ápice, embora às vezes quase amarelo claro; ápice do segmento antenal III amarelado; asas anteriores marrons com a base mais clara. Cabeça mais longa que larga, projetando ligeiramente à frente dos olhos, genas convexas mas estreitadas atrás dos olhos; 2 pares de setas ocelares presentes. Pronoto sem escultura, com poucas setas discais, 2 pares de setas posteroangulares longas. Metanoto levemente reticulado, sensilas campaniformes presentes, cerdas medianas próximas uma da outra e perto da margem anterior. Espínula mesotorácica presente mas espínula metatorácica ausente. Asas anteriores com a primeira venação com 1 cerda na região mediana e 2 mais próximas do ápice; segunda fileira completa. Tergitos abdominais sem escultura entre as setas S2; margem posterior no tergito VIII com pente de microtríquias longos e regulares. Esternitos sem cerdas discais, par de cerdas S1 e S2 no esternito VII situados à frente da margem. Ambos os sexos macrópteros.
Macho menor que a fêmea; tergito VIII com pente longo completo, IX com 2 pares de cerdas dorsais longas, com o par lateral surgindo anteriormente ao par mediano; esternitos III–VII com uma grande placa porosa transversal.
Variação intraespecífica
Sem registro.
Informações do gênero e espécies similares
O gênero Taenothrips é composto por cerca de 30 espécies viventes, a maior parte delas descrita da região da Ásia. Os membros possuem cabeça longa com genas convexas, pronoto com dois pares de cerdas posteroangulares longas e pente posteromarginal no tergito VIII com dentes finos e longos. Taeniothripseucharii é a única espécie do gênero confirmada para o Brasil. A espécie norte-americana Taeniothripsinconsequens (Uzel, 1895), embora citada para o Brasil no século passado, é considerada uma indentificação incorreta. Essas duas espécies podem ser diferenciadas pela antena predominantemente marrom em T.eucharii, apenas com o ápice amarelo no segmento III. Além disso, T. inconsequens é caracterizado por possuir uma garra terminal no tarso anterior e as cerdas medianas do metanoto surgem mais afastadas uma da outra (Mound & Tree, 2008; Cavalleri & Lima, 2024).
Distribuição no mundo
Originária da Ásia e atualmente é registrada no Brasil, China, Japão, Coréia do Sul, EUA, Bermuda, Iran, Holanda, Australia.
Vive em flores e folhas de monocotiledôneas, particularmente Amaryllidaceae, Asparagaceae e Liliaceae. É responsável por descoloração nas folhas de Amaryllidaceae ornamentais, especialmente na Ásia.
Importância econômica
Causa danos em plantas ornamentais como Crinum, Eucharis and Hymenocallis (Mound & Tree, 2008), sendo registrada também como vetora do Hippeastrum chloroticringspot virus (HCRV) na China (Xu et al., 2017).
Referências sugeridas
Cavalleri A & Lima EFB (2024) First record of Taeniothrips eucharii in South America, a vector of the Hippeastrum chlorotic ringspot virus. Bulletin of Insectology, 77(1), 109–112
Mound LA & Tree D (2008) The oriental lily-flower thrips, Taeniothrips eucharii (Whetzel) (Thysanoptera: Thripidae) new to Australia. Australian Entomologist, 35, 159–160.
Xu Y, et al. (2017) Identification of Taeniothrips eucharii (Thysanoptera: Thripidae) as a vector of Hippeastrum chlorotic ringspot virus in Southern China. Plant Disease, 101, 1597–1600.