Macho macróptero; coloração do corpo majoritariamente amarela, com laterais da cabeça, pterotórax e segmentos abdominais IX e X castanhos; segmentos abdominais III–VIII com mancha castanha na região anteromediana; antenômeros I–II castanhos, III amarelo com ápice escurecido, IV–VI castanhos com pedicelo amarelo, VII–VIII castanhos; asas amareladas, com bases e ápices escurecidos com castanho. Antena com 8 segmentos, antenômeros basais com cerdas robustas e capitadas; III com 3 e IV com 4 cones sensoriais. Cabeça fortemente reticulada, cerca de 1,3 vezes mais longa que a maior largura; cerda pós-ocular muito mais curta que o comprimento do olho; margens laterais retas e constritas atrás dos olhos globosos; estiletes maxilares distantes um do outro. Pronoto reticulado, com 4 pares de cerdas bem desenvolvidas e capitadas, par anteromarginal reduzido ou ausente; proesterno com basantra. Meso- e metanoto fortemente reticulados. Pterotórax com um par de cerdas ventrolaterais robustas e capitadas em cada segmento. Pelta largo e reticulado; abdômen fortemente esculturado, tergitos II–VII com 2pares de cerdas retentoras de asas. Esternito abdominal VIII com uma placa porosa grande, cobrindo quase todo o esternito. Tubo cônico, fracamente reticulado apenas na base e sem cerdas laterais, cerca de 2,5x mais longo que a largura basal. Pernas anteriores ligeiramente mais robustas que as demais, tíbias sem tubérculos, tarso anterior com dente tarsal. Asas anteriores sem cerdas duplicadas.
Fêmea não estudada.
Variação intraespecífica
Desconhecida.
Informações do gênero e espécies similares
Glyptothrips é um gênero com 14 espécies válidas, com distribuição aparentemente disjunta entre as Américas do Norte e do Sul. Os membros deste gênero apresentam corpo fortemente reticulado, mas tubo usualmente liso; cabeça indentada atrás de olhos pequenos, globosos mas bem desenvolvidos; cerdas pós-oculares e pronotais principais (exceto o par anteromarginal) bem desenvolvidas e com ápices capitados; e a maioria das espécies possuem cerdas robustas e capitadas nos antenômeros basais e/ou região ventrolateral do pterotórax. Glyptothrips hylaeus é muito similar a G. saltuarius, tanto em coloração quanto estrutura; mas apresenta uma cabeça relativamente mais curta que a segunda espécie. Uma chave para as espécies de Glyptothrips registradas no Brasil está disponível em Lindner et al. (2023).
Distribuição no mundo Descrita de São Paulo, Brasil.
Vive no folhiço, onde provavelmente se alimenta de fungos.
Importância econômica
Sem registro.
Referências sugeridas
Hood JD (1950) Brasilian Thysanoptera II. Revista de Entomologia 21: 1–113.
Mound LA (1977) Species diversity and the systematics of some New World leaf-litter Thysanoptera (Phlaeothripinae; Glyptothripini). Systematic Entomology 2: 225-244. DOI: https://doi.org/10.1111/j.1365-3113.1977.tb00371.x
Lindner MF, Ferrari A, Lima EFB & Cavalleri A (2023) Morphological identification of Glyptothrips species (Thysanoptera: Phlaeothripidae). Zootaxa 5375 (1): 031–057. DOI: https://doi.org/10.11646/zootaxa.5375.1.2