Glyptothrips subcalvus (Hood, 1954: 33).
Referência original: Hood JD (1954) Brazilian Thysanoptera IV. Proceedings of the Biological Society of Washington 67: 17–54.
Família
Phlaeothripidae, Phlaeothripinae
Informações sobre nomenclatura
http://thrips.info/wiki/Glyptothrips_subcalvus
Diagnose
Fêmea micróptera ou áptera; coloração do corpo majoritariamente castanha, com o ápice da cabeça, segmento abdominal IX e ápice do tubo mais claros; pernas majoritariamente castanhas, com coxas, junções entre fêmures e tíbias e tarsos amarelos; antenômeros I–II amarelo-claros, III amarelo a castanho-claro, IV castanho com base mais clara, V–VI castanhos com pedicelo amarelo, VII–VIII castanhos. Antena com 8 segmentos, antenômeros basais com cerdas robustas e capitadas; III e IV com 2 cones sensoriais cada. Cabeça fortemente reticulada, cerca de 1,1 vezes mais longa que a maior largura; cerda pós-ocular muito menor que o comprimento do olho; margens laterais curvas e constritas atrás dos olhos globosos; estiletes maxilares distantes um do outro. Pronoto reticulado, com 4 pares de cerdas bem desenvolvidas e capitadas, par anteromarginal reduzido ou ausente; proesterno com basantra. Meso- e metanoto fortemente reticulados. Pterotórax com um par de cerdas ventrolaterais robustas e capitadas em cada segmento. Pelta largo e quase retangular, estriado transversalmente; abdômen fortemente esculturado, tergitos II–VII sem cerdas retentoras de asas. Tubo cônico, fracamente reticulado apenas na base e sem cerdas laterais, cerca de 2x mais longo que a largura basal. Pernas similares em aparência, fêmures anteriores com cerdas longas e capitadas em alguns espécimes, tíbias sem tubérculos, tarso anterior com dente tarsal. Asas anteriores sem cerdas duplicadas.
Macho micróptero ou áptero. Aparência similar à da fêmea, exceto pela cerda S2 do tergito abdominal IX mais curta. Placa porosa presente no esternito abdominal VIII, uma banda transversal medialmente; mas reduzida em alguns espécimes.
Variação intraespecífica
Formas micróptera e áptera registradas para a espécie. Machos apresentam variação no tamanho da placa porosa, desde uma placa grande ocupando quase todo o esternito até uma placa reduzida a dois triângulos laterais.
Informações do gênero e espécies similares
Glyptothrips é um gênero com 14 espécies válidas, com distribuição aparentemente disjunta entre as Américas do Norte e do Sul. Os membros deste gênero apresentam corpo fortemente reticulado, mas tubo usualmente liso; cabeça indentada atrás de olhos pequenos, globosos mas bem desenvolvidos; cerdas pós-oculares e pronotais principais (exceto o par anteromarginal) bem desenvolvidas e com ápices capitados; e a maioria das espécies possuem cerdas robustas e capitadas nos antenômeros basais e/ou região ventrolateral do pterotórax. Glyptothrips subcalvus apresenta um padrão de coloração único dentre os Glyptothrips brasileiros, com corpo majoritariamente castanho-escuro, mas pernas com bandas claras e escuras intercaladas, e antenômeros I e II amarelo-claros, contrastando com a cabeça. Além disso, apresenta apenas 2 cones sensoriais no antenômero IV. Uma chave para as espécies de Glyptothrips registradas no Brasil está disponível em Lindner et al. (2023).
Distribuição no mundoDescrita de Santa Catarina, Brasil.
Distribuição no Brasil
http://fauna.jbrj.gov.br/fauna/faunadobrasil/89146
História de vida
Vive no folhiço, onde provavelmente se alimenta de fungos.
Importância econômica
Sem registro.
Referências sugeridas
Mound LA (1977) Species diversity and the systematics of some New World leaf-litter Thysanoptera (Phlaeothripinae; Glyptothripini). Systematic Entomology 2: 225-244. DOI: https://doi.org/10.1111/j.1365-3113.1977.tb00371.x
Lindner MF, Ferrari A, Lima EFB & Cavalleri A (2023) Morphological identification of Glyptothrips species (Thysanoptera: Phlaeothripidae). Zootaxa 5375 (1): 031–057. DOI: https://doi.org/10.11646/zootaxa.5375.1.2
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