Referência original: Cavalleri, A, Lindner, MF & Mendonça Jr, M de S (2016) New Neotropical Haplothripini (Thysanoptera: Phlaeothripidae) with a key to Central and South American genera. Journal of Natural History 50: 1389–1410. doi: https://doi.org/10.1080/00222933.2015.1113316
Fêmea macróptera; coloração do corpo castanha, com tíbias anteriores e todos os tarsos amarelos; antenômero I castanho, II castanho com ápice amarelado, III–IV amarelos, V–VI amarelos com ápice escurecido com castanho, VII–VIII castanhos; asas claras sem linha mediana escura. Antena com 8 segmentos, antenômeros III com 2 e IV com 4 cones sensoriais. Cabeça cerca de 1,7x mais longa que a maior largura, superfície dorsal sem esculturação ou linhas; cerdas pós-oculares mais curtas que o olho e capitadas, próximas das margens laterais ligeiramente curvas; estiletes maxilares retraídos até a base da cerda pós-ocular, distantes um do outro cerca de 1/3 da largura da cabeça, com ponte maxilar. Pronoto trapezoidal, com linha longitudinal mediana escura; pares de cerdas epimeral e posteroangular bem desenvolvidos, demais cerdas curtas e finas; prosterno com basantra presente. Metanoto reticulado anteromedialmente, com um par de cerdas longas e pontiagudas medialmente. Pelta triangular, reticulado anteromedialmente, com um par de sensilas campaniformes; abdômen esculturado, tergitos II–VII com 2 pares de cerdas retentoras de asas. Tubo cônico, cerca de 2,3x mais longo que a largura basal, sem cerdas laterais. Pernas anteriores robustas, fêmur anterior mais curto que os demais, tarso anterior com hâmus e dente tarsal bem desenvolvidos. Asas anteriores constritas medialmente, com 9–13 cerdas duplicadas.
Macho macróptero. Aparência similar à da fêmea mas menor, com protórax e pernas anteriores não tão robustas quanto nas fêmeas. Placa porosa presente, transversal, ocupando boa parte do esternito abdominal VIII.
Variação intraespecífica
Alguns espécimes, especialmente fêmeas, podem apresentar um terceiro par de cerdas retentoras das asas em alguns tergitos abdominais.
Informações do gênero e espécies similares
Myrciathrips é um gênero monotípico, pertencente à tribo Haplothripini. Compartilha com membros desta tribo as asas constritas medialmente, presença de uma ponte ligando os estiletes maxilares, e basantra bem desenvolvida; mas é diferenciado de outros gêneros do grupo pelas fêmeas possuírem pernas anteriores muito robustas, sem tubérculos, mas com hâmus e dente tarsal bem desenvolvidos. Além disso, ambos os sexos apresentam cabeça alongada, apenas dois pares de cerdas longas no pronoto, e cerdas basais das asas anteriores mais curtas que a largura da asa.
Espécie fitófaga, que vive em galhas de Myrcia guianensis induzidas por Holopothrips molzi.
Importância econômica
Sem registro.
Referências sugeridas
Cavalleri, A, Lindner, MF & Mendonça Jr, M de S (2016) New Neotropical Haplothripini (Thysanoptera: Phlaeothripidae) with a key to Central and South American genera. Journal of Natural History 50: 1389–1410. doi: https://doi.org/10.1080/00222933.2015.1113316
Lindner, MF, Mendonça Jr, M de S & Cavalleri, A (2016) Holopothrips molzi sp.n. (Thysanoptera, Phlaeothripidae): natural history and interactions in Myrtaceae galls. Zootaxa 4114 (2): 139–148. doi: http://doi.org/10.11646/zootaxa.4114.2.3