Os Tripes do Brasil
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Dolichothrips indicus

Dolichothrips indicus (Hood, 1919: 96).

Referência original: Hood JD (1919) On some new Thysanoptera from southern India. Insecutor inscitiae menstruus 7: 90–103

Família

Phlaeothripidae, Phlaeothripinae

Informações sobre nomenclatura

https://thrips.info/wiki/Dolichothrips_indicus 

Diagnose

Fêmea macróptera; coloração do corpo castanho-escura, com os tarsos, maioria da tíbia anterior e ápices das tíbias medianas e posteriores amarelos; antenômeros I e VIII castanhos, II castanho com ápice amarelo, III–VI amarelos, VII amarelo com ápice castanho; asas hialinas. Antena com 8 segmentos, antenômeros III com 3 e IV com 4 cones sensoriais. Cabeça mais longa que larga, com margens laterais ligeiramente curvas e fracamente constrita basalmente; superfícies dorsal e lateral fracamente esculturadas, com algumas cerdas muito curtas e finas; olhos bem desenvolvidos, cerdas pós-oculares mais curtas que os olhos, com ápices fracamente dilatados; estiletes maxilares retraídos até a cerda pós-ocular, com formato de V, com ponte maxilar; cone bucal longo e pontiagudo, estendendo-se entre as coxas anteriores. Pronoto sem esculturação, suturas notopleurais completas, com 5 pares de cerdas bem desenvolvidas e capitadas; proesterno com basantra. Mesonoto com cerdas laterais curtas e finas. Metanoto com área esculturada triangular medialmente: longitudinalmente estriado nas laterais e fracamente reticulado no meio; com um par de cerdas medianas bem desenvolvidas e distantes entre si. Metatórax sem suturas esternopleurais. Pelta triangular a arcuado, com margens irregulares, fracamente reticulado apenas medialmente. Tergitos abdominais com fracas estrias transversais anteriormente e lateralmente, tergitos II–VII com 2 pares de cerdas retentoras de asas, por vezes apresentando múltiplas cerdas laterais acessórias curtas e retas. Tubo com laterais ligeiramente convexas e sem cerdas, quase 2x mais longo que a largura basal, cerdas terminais ligeiramente mais longas que o tubo. Pernas similares em aparência, tarso anterior com dente tarsal curto e robusto. Asas anteriores constritas medialmente, com 6–7 cerdas duplicadas.

Macho macróptero. Aparência similar à da fêmea exceto por possuir um dente tarsal maior, e as cerdas anteriores do pronoto por vezes mais curtas. Placas porosas ausentes.

Variação intraespecífica

O formato do ápice das cerdas pós-oculares varia de fino e pontiagudo a arredondado, ou mesmo fracamente capitado. O ápice das tíbias medianas e posteriores varia de ligeiramente mais claro que o resto da tíbia a amarelo, e esta área mais clara pode variar em tamanho. Os tergitos abdominais podem apresentar cerdas acessórias aos dois pares de cerdas retentoras das asas, e a presença delas parece estar associada a espécimes de maior tamanho.

Informações do gênero e espécies similares

Dolichothrips é um gênero amplamente distribuído pela Ásia e ilhas do Pacífico, com cerca de 20 espécies válidas. Boa parte destas espécies estão associadas a flores e folhas de diversas plantas, e algumas delas são polinizadoras de espécies do gênero Macaranga (Euphorbiaceae). Dolichothrips é incluído na tribo Haplothripini, compartilhando com outros membros desta tribo caracteres como antenômero IV com 4 cones sensoriais, estiletes maxilares ligados por uma ponte, pronoto com suturas notopleurais completas, asas anteriores constritas medialmente, e machos sem placas porosas. Dolichothrips inducus é a única espécie do gênero registrada no Brasil. Uma chave para parte das espécies de Dolichothrips está disponível em Mound & Okajima (2015).

Distribuição no mundo

Descrita da Índia. Amplamente distribuída no leste e sudeste da Ásia, e diversas ilhas do Pacífico. Registrada nas Américas em Barbados e Brasil.

Distribuição no Brasil

Amazonas (Coleção FURG) e Maranhão (Mound & Okajima 2015).

História de vida

Espécie associada com flores de diversas plantas, onde provavelmente se alimenta e se reproduz.

Importância econômica

Sem registro. 

Referências sugeridas

Hood JD (1919) On some new Thysanoptera from southern India. Insecutor inscitiae menstruus 7: 90–103

Mound LA & Minaei K (2007) Australian insects of the Haplothrips lineage (Thysanoptera – Phlaeothripinae). Journal of Natural History 41: 2919-2978. DOI: https://doi.org/10.1080/00222930701783219 

Dang LH, Mound LA & Qiao GX (2014) Conspectus of the Phlaeothripinae genera from China and Southeast Asia (Thysanoptera, Phlaeothripidae). Zootaxa 3807: 001-082. DOI: https://doi.org/10.11646/zootaxa.3807.1 

Mound LA & Okajima S (2015) Taxonomic Studies on Dolichothrips (Thysanoptera: Phlaeothripinae), pollinators of Macaranga trees in Southeast Asia (Euphorbiaceae). Zootaxa 3956 (1): 79-96. DOI: https://doi.org/10.11646/zootaxa.3956.1.4 


Publicado em: 13/07/2026
Postado por: Mariana Lindner

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